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Assange chama Equador de “insignificante” e gera polêmica no país

Fundador do WikiLeaks disse a frase em entrevista à CNN

Internacional|Da Ansa, com R7

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Julian Assange está refugiado na embaixada equatoriana em Londres desde agosto
Julian Assange está refugiado na embaixada equatoriana em Londres desde agosto

Uma frase sobre o Equador expressa pelo fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em entrevista a uma cadeia de televisão norte-americana, vem gerando muita polêmica no país sul-americano que lhe concedeu asilo político em sua embaixada em Londres.

Assange foi entrevistado pela jornalista norte-americana Erin Burnett, da CNN, sobre a situação da liberdade de imprensa no Equador, e disse que preferia falar de outros temas, mas destacou que o "Equador é insignificante".


Ao ouvir a resposta, a jornalista destacou que o Equador lhe concedeu asilo, e ele respondeu que o país "é muito importante para mim e seu povo tem sido muito generoso comigo, mas não é um ator mundial importante".

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As declarações geraram rejeição entre os setores opostos ao governo do presidente, Rafael Correa, pelas redes sociais, e estavam nas primeiras páginas dos principais jornais privados do país.

A representante do partido opositor indigenista Pachakutik, Lourdes Tibán, expressou em sua conta no microblog Twitter que "Assange deve saber que o Equador não é insignificante, talvez, [insignificante] seja aquele que lhe deu o asilo".


O jornal estatal El Telégrafo publicou o título "Referência de Assange sobre Equador, descontextualizadas".

O ministro equatoriano das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, consultado em Lima, expressou que as declarações de Assange foram "descontextualizadas", segundo informou nesta sexta-feira (30) a cadeia de televisão local Ecuavisa.

Assange, de 41 anos, foi informado em agosto deste ano que o Equador lhe concedeu o refúgio político, ainda que a Grã-Bretanha se negue a autorizar sua transferência ao país sul-americano.

Ele está asilado na embaixada equatoriana desde 16 de agosto para evitar uma extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Por ter revelado documentos secretos do governo dos Estados Unidos, ele teme que, ao chegar na Suécia, ser levado para os norte-americanos.

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