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Tarifa dos EUA reforça China como principal comprador do agro brasileiro

Especialista afirma, porém, que depender de um único mercado pode tornar a economia do país vulnerável

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor a partir desta quarta-feira (22).
  • A China surge como principal alternativa para as exportações brasileiras, com um aumento de quase 22% nas vendas no primeiro semestre.
  • Cerca de 70% das exportações do agronegócio brasileiro têm a China como destino, aumentando a dependência e os riscos econômicos.
  • Diversificar os mercados compradores é crucial para reduzir riscos econômicos e ampliar oportunidades para o Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os exportadores brasileiros enfrentam desafios diante da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do país, que entra em vigor a partir desta quarta-feira (22).

Com as negociações ainda em andamento, a China aparece como uma das principais alternativas para o destino da produção brasileira. “A China é um mercado para nós importantíssimo”, afirma o professor da Faculdade do Comércio, Rodrigo Simões.


No primeiro semestre, as exportações brasileiras para o mercado chinês somaram mais de US$ 58 bilhões (R$ 295 bilhões, na cotação atual), um crescimento de quase 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar dos resultados positivos, a forte relação comercial com o país asiático exige cautela. Segundo Simões, uma concentração excessiva das exportações em um único destino pode trazer riscos para a economia brasileira. “Quando você tem muita concentração para um país só, você tem que ficar atento. Qualquer volatilidade, isso impacta diretamente no preço, prejudica as negociações, os contratos e pode até afetar internamente”, alerta o professor.


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Atualmente, cerca de 70% das exportações do agronegócio brasileiro têm como destino a China. Embora a demanda chinesa por commodities como a soja impulsione os resultados do setor, a dependência de um único mercado pode aumentar a vulnerabilidade do país diante de mudanças econômicas, comerciais ou políticas.

Nesse cenário, a diversificação dos mercados compradores é uma estratégia importante para reduzir riscos e ampliar as oportunidades para os produtos brasileiros, um desafio que envolve tanto o agronegócio quanto a política comercial do governo.

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