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Alckmin diz que Lula orientou diálogo com Trump desde o início da investigação dos EUA

Vice-presidente afirmou que resposta do governo não deve ser vista como retaliação: ‘Existe uma lei defendendo o interesse nacional’

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que Lula orientou diálogo com Trump desde o início da investigação dos EUA sobre práticas comerciais desleais do Brasil.
  • Os EUA impuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão da investigação pelo USTR.
  • Alckmin destacou que a resposta do Brasil não é retaliação, mas defesa de interesses nacionais baseada na Lei de Reciprocidade de 2025.
  • A coletiva de imprensa contou com a presença de vários ministros e ocorreu na sede do MDIC em Brasília.

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Vice-presidente da República destacou nesta quinta (16) que "Brasil está sempre aberto ao diálogo" Luiz Rodrigues/AtoPress/Estadão Conteúdo - 23.06.2026

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (16), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou o governo federal a manter diálogo e negociação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde que o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA, na sigla em inglês) concluiu uma investigação alegando práticas comerciais desleais por parte do Brasil. A acusação do órgão resultou na tarifação de 25% sobre os produtos brasileiros, confirmada ontem pela Casa Branca.

“Desde o início, o presidente Lula orientou o diálogo. Sempre foi o diálogo. E o diálogo é permanente. O diálogo é sempre. O Brasil está sempre aberto ao diálogo”, ressaltou, durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.


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Alckmin afirmou que a resposta do governo federal não deve ser chamada de retaliação, pois é uma defesa de interesse diplomáticos e nacionais baseada na Lei de Reciprocidade, aprovada em 2025.

“A lei não é retaliatória, não há retaliação. Existe uma lei defendendo o interesse nacional, o interesse dos brasileiros, da economia brasileira, que é a reciprocidade, e foi aprovada por unanimidade no Congresso. É um instrumento jurídico, legal, importante, que o governo analisará o momento e a forma de fazer”, argumentou.


Além de Alckmin, participam da coletiva o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorreu na sede do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), em Brasília.

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