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Após falar em ‘enforcar’ Marina, senador diz que não se arrepende

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cobrou pedido de desculpas do parlamentar

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Senador Plínio Valérioo (PSDB-AM) sugeriu 'enforcar' Marina Andressa Anholete/Agência Senado - 19/03/2025

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou, nesta quarta-feira (19), que não se arrepende de ter sugerido “enforcar” a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A nova declaração, que aconteceu no plenário do Senado, ocorre após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), cobrar uma retratação do parlamentar.

“Todo mundo riu, foi uma brincadeira. Se você perguntar se faria de novo? Não. Me arrependo? Também não. Foi uma brincadeira. O que me encanta é o Senado ficar sensibilizado com uma frase, mas não se sensibiliza com milhares e mortos e não me ajudam a licenciar a BR-319. Vão morrer milhares e ninguém fica sensibilizado. Eu não excedi. Eu brinquei, talvez fora da hora”, declaro Valério no Senado.

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A fala inicial sobre Marina aconteceu, na sexta-feira (14), durante um evento no Amazonas. Na ocasião, ele disse que não tinha como ficar seis horas ouvindo a ministra em uma audiência no Congresso sem ter vontade de “enforcar” ela.

“A Marina esteve na CPI das ONGs por seis horas e dez minutos. Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disse na ocasião.

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O presidente do Senado disse que recebeu cobranças de parlamentares para se posicionar sobre o caso e classificou a fala de Valério como inadequada e agressiva.

“Não concordo com muitas posições ideológicas da ministra em relação ao país, mas acho que o meu querido colega, senador Plínio Valério, precisa fazer uma referência em relação a essa fala, até mesmo justificar se foi uma fala equivocada”, declarou Alcolumbre.

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“Estamos vivendo um momento tão difícil que uma fala de um senador da República, mesmo de brincadeira, agride, infelizmente, o que nós estamos querendo para o Brasil“, continuou.

Mais cedo, a ministra classificou a declaração como clara incitação à violência contra a mulher. “É dito porque é com uma mulher, uma mulher preta, de origem humilde, que tem uma agenda que em muitos momentos confronta o interesse de alguns”, falou Marina.

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“Com a vida dos outros não se brinca. Quem brinca com a vida dos outros, faz ameaça aos outros de brincadeira e rindo, só os psicopatas são capazes de fazer isso”, prosseguiu.

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