Presidente do BRB vai à comissão do Senado para falar sobre ligação do banco com o Master
Oitiva de Nelson de Souza, confirmada para esta terça, atende a pedido de Damares Alves; CAE quer dados sobre fraudes e acordo
Brasília|Do R7, em Brasília
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A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado receberá nesta terça-feira (9) o presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, para explicar as negociações do banco público com o Master. A sessão está marcada para as 10h.
A audiência pública faz parte de um conjunto de iniciativas da CAE para supervisionar as investigações das fraudes na instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro.
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A participação de Nelson de Souza foi solicitada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Na justificativa do requerimento, a parlamentar afirma que a comissão precisa avaliar aspectos relacionados à governança, à gestão de riscos, à transparência das informações e aos mecanismos de supervisão e controle envolvidos nas operações analisadas. Ela também destaca a importância de obter dados atualizados sobre as medidas adotadas pela atual gestão do BRB.
“A presença do presidente do BRB nesta comissão permitirá não apenas esclarecer os fatos já conhecidos, mas também fornecer informações atualizadas sobre a situação do banco, as medidas corretivas implementadas e os mecanismos de prevenção adotados”, declarou Damares.
Socorro bilionário
A convocação do presidente do BRB ocorre em um momento de forte turbulência na instituição financeira. No último dia 28 de maio, o STF (Supremo Tribunal Federal), o Distrito Federal e a União fecharam um acordo para empréstimo de até R$ 6,5 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para salvar o balanço patrimonial, abalado por operações irregulares com o Banco Master.
Para chancelar o acordo, o governo do DF enviou na última terça-feira (2) um projeto de lei à Câmara Legislativa. A proposta, no entanto, enfrenta forte resistência na Casa.
Histórico da crise
A crise que atinge o BRB está ligada às tratativas iniciadas em março do ano passado, quando o banco público anunciou a intenção de adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master. A operação, contudo, foi rejeitada pelo BC (Banco Central) em setembro de 2025. Em novembro, o Master tornou-se o alvo principal da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular um esquema de fraudes financeiras.
Com o avanço do inquérito, a PF descobriu que o BRB havia adquirido ativos problemáticos do Master, ignorando regras de governança. Os desdobramentos da investigação resultaram, em abril deste ano, na prisão preventiva do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, em Brasília.
Segundo a corporação, o ex-executivo teria atuado de forma deliberada para viabilizar os negócios fraudulentos entre as duas instituições. Como contrapartida, teria recebido seis imóveis de Daniel Vorcaro, avaliados em R$ 146 milhões.
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