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Responsável por pesquisa suspensa pelo TSE defende reputação do instituto

CEO da AtlasIntel alega neutralidade frente a pressões partidárias; Corte barrou pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, defendeu a reputação do instituto após suspensão de pesquisa pelo TSE.
  • O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação da pesquisa que mostrava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro.
  • Roman destacou a neutralidade do instituto e mencionou episódios passados para reforçar a integridade da AtlasIntel.
  • A AtlasIntel deve apresentar documentação técnica complementar ao TSE em dois dias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nunes Marques determinou que o instituto apresente registros técnicos do questionário Luiz Roberto/TSE - Arquivo

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, foi às redes sociais para fazer uma defesa enfática da integridade e do histórico de sua empresa. A iniciativa ocorre após decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que determinou nesta segunda-feira (8) a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel.

O levantamento apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A divulgação da pesquisa ocorreu logo após a revelação de conversas gravadas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.


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Tomando como gancho o desempenho do instituto no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 na Colômbia, Andrei Roman rebateu as críticas e reafirmou o pioneirismo global da marca.

Em seu desabafo, o CEO ressaltou que a AtlasIntel já virou alvo recorrente de diferentes espectros políticos sempre que os números divulgados contrariam interesses partidários. Ele relembrou episódios anteriores para demonstrar a neutralidade do instituto:


  • Ataques da esquerda: teriam ocorrido em 2022, quando a AtlasIntel foi criticada por apontar a força eleitoral de Jair Bolsonaro no Brasil e de Donald Trump nos Estados Unidos.
  • Ataques da direita: teriam ocorrido quando o instituto antecipou a derrota de Viktor Orbán na Hungria.

“A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo. A realidade que se impõe hoje é que não existe uma empresa de pesquisa a nível global com a trajetória que a AtlasIntel construiu”, sustentou o executivo.

Na decisão, Nunes Marques também ordenou que a AtlasIntel se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa em seus canais oficiais. Além disso, a empresa deve apresentar, no prazo de dois dias, documentação técnica complementar, incluindo os registros técnicos.


A medida do presidente do TSE ainda será analisada pelo plenário da Corte eleitoral.

Defesa da metodologia

Na tarde desta segunda, a AtlasIntel divulgou comunicado afirmando que respeitará a determinação de Nunes Marques. A empresa declarou também que fornecerá à Corte as informações sobre a metodologia utilizada na pesquisa.


“A AtlasIntel informa que respeitará a decisão proferida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, referente à suspensão da divulgação da pesquisa registrada sob o nº BR-06939/2026, divulgada em 19 de junho. A empresa mantém absoluto respeito às instituições e está colaborando integralmente com a Justiça Eleitoral”, diz a nota.

O instituto garantiu que não houve influência sobre as respostas. “É importante ressaltar que a pesquisa foi realizada sem que o áudio objeto da controvérsia fosse reproduzido aos respondentes durante a aplicação do questionário. O questionário principal foi integralmente concluído e submetido antes de qualquer contato do participante com o conteúdo audiovisual. Não houve qualquer tipo de indução aos entrevistados”, frisa o texto.

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