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Após Naime ser transferido para reserva, defesa pede soltura do coronel preso pelo 8 de Janeiro

Jorge Eduardo Naime foi transferido para a reserva em publicação no DODF dessa terça; coronel está preso por ordem do STF

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Coronel Jorge Eduardo Naime, ex-chefe da PMDF
Coronel Jorge Eduardo Naime, ex-chefe da PMDF Waldemir Barreto/Agência Senado - 26/6/2023

A defesa do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime entrou com pedido para a soltura do agente, preso pelos atos de 8 de janeiro desde o começo do ano passado. No pedido enviado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, a defesa aponta que ele foi para a reserva remunerada e que outros PMs também investigados foram soltos após irem para a reserva.

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A transferência do coronel aconteceu nesta terça-feira (7) em publicação no Diário Oficial do DF. A medida é equivalente à aposentadoria dos militares e foi atendida, segundo publicação, por Naime “ter cumprido o tempo mínimo de serviço exigido por lei”.

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A defesa diz que o ex-comandante de operações da PM sempre “se mostrou colaborativo com todo o processo investigativo”. “Ante a transferência para a reserva, não existem óbices para a extensão do entendimento já proferido com a consequente concessão da liberdade ao réu, vez que preenchido o requisito estipulado pelo relator”, afirma.

A defesa também acrescenta que haveria ilegalidade na manutenção da prisão e tratamento desigual, já que Naime é o único coronel na reserva que permanece preso.

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“A prisão do réu merece ser de imediato revogada, ausentes ainda os requisitos para manutenção, bem como da ausência dos pressupostos básicos capazes de justificar a manutenção da prisão, não pairam dúvidas para que, num gesto de estrita justiça, seja concedida liminarmente o direito à liberdade”, aponta.

O ex-comandante de operações do órgão está preso por ordem do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de ter facilitado os atos extremistas de 8 de Janeiro.

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