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Cármen Lúcia dá 5 dias para Moro responder à ação em que é acusado de calúnia contra Gilmar

Cármen Lúcia determina citação de Moro e abre fase de instrução em ação por calúnia contra Gilmar Mendes

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra Cármen Lúcia citou o senador Sergio Moro para apresentar defesa em até cinco dias em ação por calúnia contra Gilmar Mendes.
  • Moro é acusado de ter insinuado em 2023 que poderia "comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes".
  • A PGR considera que a declaração de Moro implicou o ministro em corrupção passiva, podendo resultar em pena de até dois anos de prisão.
  • A fase de instrução permitirá a Moro apresentar provas e escolher testemunhas antes de seu interrogatório final.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cármen Lúcia comunica Senado sobre ação contra Moro por fala sobre Gilmar Mendes Marcelo Camargo/Agência Brasil- 02.02.2026

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia determinou a citação do senador Sergio Moro (PL-PR) e sua intimação para apresentar, em até cinco dias, defesa prévia na ação penal por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. O ex-juiz da Lava Jato é acusado por afirmar, em 2023, que poderia “comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes”.

O despacho foi assinado após a Primeira Turma do STF rejeitar os recursos apresentados pela defesa de Moro contra o recebimento da denúncia oferecida pela PGR (Procuradoria-Geral da República).


Embora o vídeo tenha sido gravado antes de Moro assumir o mandato de senador, os ministros do STF entenderam que a corte tem competência para julgar o caso porque a gravação veio a público durante o exercício do cargo.

O processo foi aberto com base em um vídeo que repercutiu nas redes sociais em abril de 2023. Na gravação, Moro afirma: “Não, isso é fiança, instituto... pra comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.


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O senador pediu desculpas pela declaração. A defesa sustenta que a fala foi uma “brincadeira infeliz” e argumenta que Moro não foi responsável pela edição nem pela divulgação do vídeo nas redes sociais.

Para a PGR, houve calúnia porque Moro teria imputado ao ministro o crime de corrupção passiva. Segundo a denúncia, o ex-juiz insinuou que Gilmar “solicita ou recebe, em razão de sua função pública, vantagem indevida para conceder habeas corpus, ou aceita promessa de tal vantagem”.


A pena para o crime de calúnia pode chegar a dois anos de prisão. Nos casos de difamação, a punição máxima é de um ano, enquanto o crime de injúria prevê pena de até seis meses.

A PGR defende o aumento da pena em eventual condenação sob o argumento de que: 1) a vítima é um ministro do STF com mais de 60 anos; 2) a declaração foi feita na presença de várias pessoas; e 3) o vídeo foi divulgado na internet.


Com a abertura da fase de instrução, Moro poderá apresentar argumentos de defesa, indicar provas e escolher testemunhas. Segundo o despacho de Cármen Lúcia, o interrogatório do senador ocorrerá ao final da instrução processual. A ministra também determinou a comunicação formal ao Senado sobre o andamento da ação penal.

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