Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal; texto segue para comissão especial

Texto prevê que adolescentes a partir de 16 anos passem a responder criminalmente por crimes hediondos e homicídio doloso

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CCJ da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 32/2015, que reduz a maioridade penal para 16 anos.
  • A proposta segue para uma comissão especial que discutirá o mérito e definirá o modelo a ser levado ao plenário.
  • Adolescentes de 16 a 17 anos poderão responder criminalmente por crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.
  • Os jovens responsabilizados cumprirão pena em estabelecimentos próprios, separados dos adultos, e haverá avaliação individualizada para verificar a compreensão do ato ilícito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presídio
Segundo a PEC, jovens de 16 a 17 anos cumpririam pena separados dos adultos Ana Araújo/Agência CNJ - 1.6.2023

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a admissibilidade da PEC 32/2015, que visa reduzir a maioridade penal para 16 anos.

A PEC foi aprovada com os votos favoráveis de 44 deputados, enquanto 18 se posicionaram contra. Com a decisão, a proposta avança para uma comissão especial, que será criada para discutir o mérito do texto e definir o modelo que poderá ser levado ao plenário da Câmara.


O colegiado aprovou o parecer do relator, Coronel Assis (PL-MT). O parlamentar juntou no parecer três propostas que tratam do assunto.

Embora tenha afirmado que a definição do modelo final caberá à comissão especial e ao plenário da Câmara, o parlamentar defende um modelo em que a inimputabilidade continuaria sendo a regra para menores de 18 anos, mas adolescentes a partir de 16 anos poderiam responder criminalmente em casos específicos, como crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.


O texto também prevê e assegura que, no plano da execução penal, os jovens de 16 a 17 anos que vierem a ser responsabilizados cumpram a pena separados dos adultos, em estabelecimentos próprios.

O parecer também menciona a necessidade de avaliação individualizada para verificar se o jovem tinha capacidade de compreender o caráter ilícito do ato praticado.


O que prevê o ECA hoje?

Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos.

Essas medidas estão previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e funcionam como ferramentas de responsabilização e reinserção social para jovens de 12 a 18 anos.


O ECA estabelece seis medidas principais, que progridem conforme a gravidade da conduta: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida (executadas em regime aberto), além dos regimes de semiliberdade e internação, este último restrito a crimes com violência ou reiteração grave.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.