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Comissão da Câmara quer ouvir Mucio sobre transferência de general para São Paulo

Episódio envolve a mudança do militar Emílio Vanderlei Ribeiro para comandar a 2ª Região Militar após polêmica com Marcel van Hattem

Brasília|Deborah Hana Cardoso, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados quer ouvir o ministro da Defesa, José Múcio, sobre a transferência do general Emílio Vanderlei Ribeiro para São Paulo.
  • Há dúvidas se a transferência do general, após um episódio com o deputado Marcel van Hattem, representa uma promoção ou punição.
  • Van Hattem criticou o comandante do Exército e foi abordado pelo general, o que ele considerou uma tentativa de intimidação.
  • O presidente da comissão, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, concorda com Múcio sobre a vulnerabilidade do Brasil em caso de invasão e defende mais recursos para as Forças Armadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara quer ouvir o ministro José Mucio Andressa Anholete/Agência Senado - 30.09.2025

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados quer ouvir o ministro da Defesa, José Mucio, antes da próxima sessão do colegiado. O principal motivo é a transferência do general Emílio Vanderlei Ribeiro para São Paulo, onde ele vai comandar a 2ª Região Militar.

O R7 entrou em contato com o Ministério da Defesa, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

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Os integrantes da comissão querem esclarecer se a mudança representa uma promoção ou uma punição. O general deixou a assessoria parlamentar da Defesa após um episódio envolvendo o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), mas foi designado para comandar uma das regiões militares do país.

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Van Hattem afirmou que Mucio havia informado aos deputados que o general seria retirado da assessoria e que alguma medida seria aplicada, como investigação, punição ou processo disciplinar. Segundo o deputado, a transferência para São Paulo levantou dúvidas sobre o que efetivamente ocorreu.

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“Ele saiu do comando de umas poucas pessoas na assessoria para um comando muito maior. Ou seja, ele caiu para cima. Foi, no fim das contas, promovido?”, questionou.

O deputado afirmou ainda que, caso não haja uma apuração em andamento, pretende pedir formalmente à comissão a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o general.

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Entenda o caso

O episódio ocorreu após Van Hattem fazer críticas à atuação do comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, chamando-o de “frouxo”. O general o abordou na saída da Comissão Relações Exteriores e rebateu a declaração, afirmando que seu superior não é “frouxo” e que iria com ele para a guerra. Van Hattem classificou a abordagem como uma tentativa de intimidação.

O deputado afirmou que aguarda explicações de Mucio sobre o caso e disse que a situação envolve não apenas ele, mas também outro parlamentar e a própria comissão.

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Segundo o presidente da comissão, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), a próxima sessão ainda depende de autorização do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado afirmou que, até o momento, o encontro com Mucio deve ocorrer em caráter reservado.

‘Realista’

A RECORD também questionou Orleans e Bragança sobre a declaração de Mucio de que o Brasil estaria vulnerável em caso de uma invasão.

“Eu acho que ele [Mucio] foi realista, e concordo com essa opinião dele. O Brasil está completamente sem defesa, é uma das críticas que eu tenho há vários anos”, afirmou.

O deputado citou ainda uma proposta que, segundo ele, busca garantir recursos para o armamento das Forças Armadas.

“Os quadros das Forças Armadas existem, tem 400 mil membros. Agora, o que eles não têm: armas, nem política para armá-los e torná-los efetivos. Então, o que a gente está fazendo? É um cabidão de emprego?”, questionou.

Na Câmara, tramita a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 17/2022, que prevê a retirada da limitação de dotações consignadas ao orçamento das Forças Armadas. A proposta está parada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) desde 2022.

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