Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Celso Amorim: indicação de embaixador dos EUA é ‘bizarra’ e viola convenções internacionais

Assessor da Presidência participou de audiência pública sobre facções criminosas na Câmara nesta quarta-feira

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Amorim criticou a forma como os EUA indicaram Daniel Perez para a embaixada do país no Brasil Vinicius Loures/Câmara dos Deputados - 12.08.2026

O chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim, criticou a forma como os Estados Unidos indicaram Daniel Perez para a embaixada do país no Brasil na semana passada.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (12), durante audiência pública sobre facções criminosas brasileiras realizada na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.


Amorim explicou que o governo decidiu não processar novos pedidos de agreement (autorização formal exigida do país anfitrião para que um embaixador indicado por outro governo assuma o posto) até o fim das eleições. Ele ainda criticou os EUA por divulgarem o nome de Perez e iniciarem o processo no Senado norte-americano sem o consentimento formal do Brasil.

“O que aconteceu bizarramente nesse caso é que os Estados Unidos não seguiram de maneira nenhuma as convenções internacionais. Primeiro, eles deram publicidade antes do concessão do agreement. E talvez o mais mais grave, eles prosseguiram com o processo dentro do Senado americano sem ter o agreement brasileiro. Isso é uma um comportamento totalmente contrário às regras internacionais”, criticou.


Terrorismo e tarifaço

A reunião teve como objetivo principal ouvir o representante do governo para esclarecer o posicionamento brasileiro sobre a decisão dos Estados Unidos de designar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Leia Mais

Celso Amorim argumentou que se opõe à associação dessas facções ao “terrorismo” por entender que ela pode ferir a soberania nacional, ao servir como pretexto para intervenções militares estrangeiras e sanções econômicas extraterritoriais. Ele ainda reforçou que o governo brasileiro não é conivente com o crime.


Sobre a imposição de tarifas contra o Brasil, o assessor disse que as taxas são uma medida política unilateral e contrária às regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Ele também criticou a forma como o governo norte-americano divulgou, pelas redes sociais, a carta em que comunicou as tarifas ao Brasil em 2025, não tendo sido entregue por um diplomata.


“A carta vinculou a decisão comercial à conjuntura política brasileira, em clara tentativa de pressão sobre instituições e interferência de assuntos internos do Brasil, o que também é totalmente estranho às normas da Organização Mundial de Comércio”, disse.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.