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Conheça o projeto de lei anti-Oruam, que quer proibir shows com apologia ao crime

Rapper carioca inspirou parlamentares a criarem propostas em diversas partes do Brasil. Agora, caso chegou ao Congresso Nacional

Brasília|Do R7, em Brasília

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Oruam deu nome a projetos de lei que proíbem shows com apologia ao crime e às drogas @oruam/Instagram

Tudo começou quando a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil-SP) publicou nas redes sociais um vídeo com a polêmica frase: “Quero proibir Oruam de fazer shows na cidade de São Paulo. Chega de cantores de funk e rap fazendo apologia explícita ao crime organizado.”

A parlamentar inspirou diversos outros políticos a fazerem o mesmo caminho. No Rio de Janeiro, em Campo Grande e em Goiânia, o projeto está sendo debatido. E não demorou muito para que a apelidada lei anti-Oruam também chegasse no Congresso Nacional: o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e o senador Cleitinho (Republicanos-MG) também apresentaram projetos no mesmo sentido.

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O objetivo é claro: impedir que gestores contratem artistas que façam apologia ao crime e às drogas.

Na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a apresentação dos vereadores Pedro Duarte (Novo) e Talita Galhardo (PSDB) causou debates acalorados. De um lado, a ideia de “preservar os valores sociais e proteger as crianças e adolescentes das influências negativas de conteúdos criminosos”. De outro, o argumento de que isso atinge a liberdade de expressão, principalmente da artistas da periferia.

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Já a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, em 1º turno, com 21 votos a favor, o projeto de lei que proíbe a administração pública contratar artistas que façam apologia ao crime organizado, ao tráfico de drogas, ao uso de entorpecentes e à sexualização inadequada para o público infantojuvenil. Quem propôs a iniciativa foi o vereador Rafael Ranalli (PL).

No Congresso Nacional

No Congresso, o senador Cleitinho apontou em seu projeto que “a cultura desempenha papel essencial na formação da identidade de um povo e na construção de uma sociedade mais justa, educada e consciente. No entanto, é fundamental que as iniciativas culturais incentivadas com recursos públicos estejam comprometidas com a promoção de valores positivos, como a cidadania, a legalidade e o respeito às normas de convivência social”.

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“Manifestações artísticas que exaltam práticas criminosas ou que normalizam o tráfico de drogas representam uma ameaça, especialmente para os jovens, que são mais suscetíveis a influências culturais. Ao financiar tais conteúdos, o poder público pode, mesmo que involuntariamente, contribuir para a disseminação de mensagens que vão contra os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil”, continua.

Leia mais sobre Oruam

O polêmico Oruam

Oruam, nascido Mauro Davi dos Santos em 2001, no Rio de Janeiro, respondeu a situação com música. Gravou Oruam “Lei Anti Oruam”, em que critica os projetos de lei desse tipo, enquanto acusa os políticos de não investirem nas favelas.

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Em uma parte da letra, ele diz: “Explica pra uma criança por que seu herói vive dentro das grades.” Oruam é filho do traficante Marcinho VP. E suas músicas falam de sexo, exaltam a ostentação e defendem o próprio pai.

Nesta quarta-feira (26), ele foi preso pela segunda vez em uma semana. Durante uma operação, policiais encontraram um fugitivo dentro da casa do rapper. Então, Oruam acabou preso sob a acusação de abrigar um criminoso. No último dia 21, a prisão se deu porque ele furou uma blitz na Barra da Tijuca.

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