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Fux nega pedido de Douglas Ruas para assumir governo interino do Rio de Janeiro

Deputado diz que deve assumir o comando do estado, já que o presidente da Alerj está na linha sucessória do cargo

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Luiz Fux, ministro do STF, negou pedido de Douglas Ruas para assumir interinamente o governo do Rio de Janeiro.
  • Douglas Ruas, presidente da Alerj, argumentou que está na linha sucessória para o cargo, conforme a Constituição do estado.
  • Fux determinou que o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, permaneça temporariamente como governador.
  • O julgamento sobre a forma das eleições para o mandato-tampão ainda não tem data definida após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

DOUGLAS RUAS
Em abril, Ruas foi eleito para comandar a Alerj após cassação do ex-presidente Rodrigo Bacellar (União) Thiago Lontra/ALERJ

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta sexta-feira (29) pedido do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), deputado Douglas Ruas (PL), para exercer interinamente o governo do estado até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual.

Em abril, Ruas foi eleito para comandar a Alerj após o ex-presidente Rodrigo Bacellar (União) ter sido cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na mesma decisão que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade até 2030.


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Ruas disse ao Supremo que deve assumir o comando do estado interinamente, já que o presidente da Alerj está na linha sucessória, conforme determina a Constituição fluminense.

No entendimento de Fux, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, deve permanecer interinamente no cargo de governador do estado até decisão final do plenário do STF sobre a realização de eleições no estado.


Julgamento

No dia 9 de abril, um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão serão de forma direta (voto popular) ou indireta (votos dos deputados da Alerj). A data da retomada do julgamento ainda não foi definida.

“Há determinação expressa do colegiado a obstar o conhecimento da pretensão formulada pela Alerj, o que não se altera pelos fatos supervenientes comunicados nos autos, haja vista que esses serão oportunamente submetidos ao conhecimento do plenário desta Corte”, afirmou.


A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada.

Em abril, Castro renunciou antes de ser condenado pelo TSE, e o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado.

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