Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Cozinha do hospital de Santa Maria pode funcionar, conclui Ministério Público

Visita de promotores do MPDFT à unidade de Saúde ocorreu nesta quinta-feira; briga envolve o Iges-DF e uma empresa terceirizada

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Hospital Regional de Santa Maria, unidade de saúde no DF que oferece 22 especialidades
Hospital Regional de Santa Maria, unidade de saúde no DF que oferece 22 especialidades

O Ministério Público do Distrito Federal afirmou que a cozinha do Hospital Regional de Santa Maria está em condições de funcionar. O posicionamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (1º), depois que um relatório da Vigilância Sanitária apontou irregularidades de higiene no funcionamento do espaço, gerido pela empresa Salutar.

A Salutar – em disputa jurídica com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), responsável pelo hospital – precisou entrar na Justiça para recuperar o contrato de gestão das cozinhas das unidades de saúde do instituto.


Após alegar que não teve direito de resposta no processo administrativo que encerrou o contrato, a empresa conseguiu o direito de voltar a gerir os espaços.

Leia também

Depois da disputa, tanto a Salutar quanto o Iges-DF assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público, para garantir a continuidade do serviço de alimentação de pacientes e funcionários de parte dos estabelecimentos públicos de saúde da capital.


A empresa reassumiu os serviços mediante decisão judicial em 2 de agosto. No dia 17, a Vigilância Sanitária esteve na unidade, e a notificação da suspensão ocorreu na manhã desta quinta.

Problemas corrigidos

De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal, o Iges-DF levou o relatório da Vigilância Sanitária para os promotores. A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) pediu explicações em um prazo de 10 dias que, segundo o MP, ainda não acabou.


"Foram apontadas questões a serem resolvidas em curto, médio e longo prazo, tais como a compra de equipamentos até adequações do espaço físico", afirmou o órgão em nota. Na visita, porém, promotores concluíram que "os problemas apontados pelo Iges-DF foram corrigidos".

Ainda de acordo com a promotoria, a salutar nem o Iges-DF cumpriram todos os termos do ajuste de conduta.


Iges-DF e Salutar

Hospital Regional de Samambaia
Hospital Regional de Samambaia Renato Alves/Agência Brasília

O MP visitou, nesta quinta, as cozinhas dos hospitais de Samambaia, do Gama, e de Santa Maria. Também por meio de nota, o Iges-DF afirmou, mais cedo, que o plano que a empresa apresentou "já conta com mais de 24 itens em descumprimento, em pouco mais de 15 dias após sua apresentação".

"Além disso, o Iges-DF notificou a empresa a apresentar seu licenciamento sanitário e até o momento não foi atendido."

Proprietário da Salutar, o empresário Waldenes Barbosa disse que, pelo TAC, a empresa deveria apresentar o plano de funcionamento e o Iges-DF deveria respondê-lo com acréscimos e correções, caso houvesse a necessidade. Segundo ele, porém, o instituto não respondeu o documento e os gestores decidiram cumprir o que consideravam mais importante.

"Como posso estar em atraso no cumprimento, se o plano não foi respondido? É um contrato complexo. São 500 funcionários e 7 mil refeições por dia. Um contrato gigante tem intercorrências. É normal. Mas estamos prontos, em cima, para atender. Estamos fechando um mês de normalidade nos trabalhos", defendeu.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.