De pedido de CPMI a notícia-crime: o que a base governista diz sobre áudios de Flávio e Vorcaro
Vazamento de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro provocou reações de aliados do governo, ações na PGR e pedidos de investigação
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Integrantes do governo Lula reagiram nesta quarta-feira (13) ao vazamento de áudios envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na sede da Polícia Federal, em Brasília. Petistas voltaram a pedir a instauração de uma CPI do Banco Master.
Ao R7, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), afirmou que o episódio representa “o início do fim para a família Bolsonaro”. Segundo o parlamentar, as mensagens indicam uma relação de proximidade entre os envolvidos.
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“As mensagens revelam intimidade, dependência financeira e cobrança por novos repasses. Flávio chamava Vorcaro de ‘irmão’, agradecia dizendo que ‘tudo isso só está sendo possível por causa de vc’ e pedia socorro para não perder contrato, ator, diretor e equipe”, escreveu Uczai em uma rede social.
O deputado Antônio de Padua (PSD-RJ) afirmou que o conteúdo dos áudios representa “um tapa na cara da sociedade brasileira”. “Não tem como isso sair impune. Não é e jamais será inaceitável”, declarou.
Notícia-crime
A deputada federal Erika Hilton apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República solicitando a inclusão de Flávio Bolsonaro nas investigações sobre o caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Na ação, a parlamentar cita suspeitas de lavagem de dinheiro, tráfico de influência, corrupção e uso de estruturas financeiras internacionais para financiar interesses político-eleitorais.
Segundo a representação, os recursos teriam sido movimentados por empresas intermediárias e por um fundo sediado nos Estados Unidos ligado a pessoas próximas à família Bolsonaro.
A vereadora Liana Cirne (PT-PE) também acionou o Ministério Público Eleitoral contra Flávio Bolsonaro. Ela pede a apuração de possível propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder econômico relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”.
De acordo com a representação apresentada à Procuradoria Regional Eleitoral em Brasília, reportagens apontam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção audiovisual após pedido de Flávio Bolsonaro. O documento afirma ainda que o valor negociado poderia chegar a R$ 134 milhões, por meio de operações financeiras realizadas entre fevereiro e maio de 2025.
“Estamos falando de milhões de reais circulando para construir propaganda política antecipada disfarçada de filme. Se confirmadas as denúncias, Flávio Bolsonaro transformou uma produção audiovisual em máquina milionária de promoção eleitoral antes do período permitido por lei”, afirmou Liana.
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