Lula reage a articulação de Flávio nos EUA: ‘Não vamos deixar mexer no Pix’
Presidente afirmou que aliado de Bolsonaro foi aos Estados Unidos pedir intervenção no Pix e defendeu o SUS durante visita a hospital em Goiás
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta terça-feira (2), o encontro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e criticou a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo norte-americano.
“O tal do bolsonarista foi aos Estados Unidos pedir para o Trump intervir no Pix brasileiro. Mas vocês acham que a gente vai deixar? Não vai”, afirmou o petista, sem citar o parlamentar nominalmente, em visita ao Hospital Universitário de Rio Verde (GO).
Durante o evento, Lula também defendeu o SUS (Sistema Único de Saúde) e afirmou que o Brasil possui um dos sistemas públicos de saúde mais abrangentes do mundo.
“O SUS é possivelmente o melhor sistema de saúde que existe em um país com mais de 100 milhões de habitantes. Não tem nenhum país do mundo que tenha um sistema de saúde tão completo como o nosso”, declarou.
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Proposta tarifária
Durante a madrugada desta terça-feira, o governo de Donald Trump divulgou a proposta de uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do Brasil. O sistema de pagamentos brasileiro foi citado pelos norte-americanos como uma das justificativas para a medida.
A medida faz parte de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo USTR (Representação Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês), que analisou políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.
O Brasil tem até 15 de julho para adotar medidas “corretivas”, antes de ser alvo das taxas.
No documento do USTR, as críticas se concentraram em cinco pontos:
- Tarifas preferenciais e desleais: acordos de bens comerciais com México e Índia por taxas menores, em setores produtivos nos quais os dois países são mais avançados e globalmente mais competitivos.
- Fiscalização anticorrupção: falhas na adoção de ações suficientes para combater suborno e corrupção.
- Proteção da propriedade intelectual: falta de aplicação das leis penais e regulamentações aduaneiras para combate à falsificação de produtos; falha na solução do problema de tempo excessivo para exame de pedidos de patentes, especialmente biofarmacêuticas; e ausência de medidas antipirataria consistentes e contínuas.
- Acesso ao mercado de etanol: em 2017, o Brasil descontinuou abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não o tem oferecido de forma recíproca às exportações do combustível pelos EUA.
- Desmatamento ilegal: apesar de ter um arcabouço jurídico para combater essa prática, o Brasil tem falhado historicamente para efetivamente fiscalizar o cumprimento dessa legislação, e esse tipo de ação persiste.
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