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Diretor da PF barra agente americano até que EUA aceitem substituto de delegado brasileiro

Andrei Rodrigues afirma que a indicação seguirá princípio da reciprocidade após crise diplomática provocada pelo caso Ramagem

Brasília|Natália Martins, da RECORD, e Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, afirma que o Brasil não aceitará um novo agente americano enquanto os EUA não autorizarem a substituição do delegado brasileiro.
  • A crise diplomática começou após Alexandre Ramagem ser detido nos EUA por uso de passaporte inválido e foi liberado posteriormente.
  • O governo Trump determinou a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, alegando tentativa de contornar canais formais de extradição.
  • Em resposta, a PF retirou as credenciais de um agente americano em Brasília, mas posteriormente as devolveu para evitar o agravamento da crise.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Declaração de Andrei foi dada durante conversa com jornalistas Marcelo Camargo/Agência Brasil- 14.11.2024

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que o Brasil não aceitará a indicação de um novo agente americano para atuar junto à corporação enquanto os Estados Unidos não autorizarem a substituição do delegado brasileiro retirado do país em meio à crise diplomática envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem.

“Foi retirado um policial nosso lá nos Estados Unidos e, por isso, foi retirado um policial americano aqui no Brasil. Nós não vamos aceitar outro policial americano aqui quando não aceitam outro policial brasileiro”, declarou Andrei ao comentar a situação durante conversa com jornalistas.


Segundo o diretor-geral da PF, a decisão segue o princípio da reciprocidade e ainda está sendo debatida pela Diretoria de Cooperação Internacional da PF com autoridades americanas.

“Hoje, a indicação ao governo é essa. A nossa Diretoria de Cooperação Internacional está em diálogo com algumas autoridades americanas para que a gente faça uma avaliação técnica”, afirmou.


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Caso Ramagem

A crise entre os dois países começou após Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado, ser detido nos EUA sob a alegação de uso de passaporte inválido. O ex-deputado acabou liberado dias depois.

Após deixar a prisão, Ramagem passou a fazer críticas públicas à direção da Polícia Federal. Na sequência, o governo do presidente Donald Trump determinou a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami junto ao ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos, em português).


As autoridades americanas alegaram que o delegado teria tentado contornar os canais formais de extradição para viabilizar a deportação de Ramagem ao Brasil sob a justificativa de irregularidades migratórias.

Em resposta, a PF adotou medidas com base no princípio da reciprocidade e retirou as credenciais de acesso de um agente americano que atuava em Brasília, impedindo o acesso aos sistemas e às dependências da corporação.


Na ocasião, a PF informou ainda que a substituição de Marcelo Ivo já havia sido definida em portaria assinada em março, por razões técnicas, mas a troca ainda não havia sido efetivada antes da decisão americana.

Dias depois, buscando evitar um agravamento da crise e preservar a cooperação internacional entre os dois países, a corporação devolveu as credenciais do agente americano que atua pela Interpol em Brasília, gesto interpretado como uma tentativa de encerrar o episódio de retaliação.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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