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PF devolve credenciais de americano que atua pela Interpol em Brasília

Em gesto de boa fé, PF quer encerrar episódio de reciprocidade por expulsão de delegado brasileiro dos EUA

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia Federal devolveu credenciais de oficial de ligação americano para reforçar cooperação entre Brasil e EUA.
  • Retorno das credenciais ocorreu após expulsão do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos.
  • Expulsão de outro americano, Michael Myers, visa reestabelecer a colaboração nos casos de tráfico de pessoas.
  • Pessoas envolvidas destacam a importância da continuidade da cooperação, evitando interferências políticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Oficial da PF teve credenciais de acesso aos sistemas da Interpol retiradas na semana passada Divulgação/Polícia Federal

A decisão da Polícia Federal de devolver as credenciais do oficial de ligação americano, nesta segunda-feira (27), foi para demonstrar a importância da cooperação entre os dois países. Outro americano que atuava como adido na embaixada americana em Brasília foi expulso do país na semana passada.

O oficial que atua dentro da PF teve as credenciais de acesso aos sistemas da Interpol no Brasil retiradas na semana passada, como forma de reciprocidade aplicada pela Polícia Federal, após o oficial de ligação Marcelo Ivo de Carvalho sofrer o mesmo nos Estados Unidos.

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O delegado Ivo, no entanto, foi “expulso” dos EUA através de mensagem em rede social, por suposto envolvimento ativo na prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor Geral da Abin, foragido da justiça brasileira.

O segundo americano que atuava no Brasil e foi formalmente expulso pelo governo brasileiro é o policial Michael Myers, que trabalhava como adido na embaixada em Brasília em casos de tráfico de pessoas e contrabando de migrantes.

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Myers voltou aos Estados Unidos na última sexta-feira (24). Depois disso, a PF resolveu colocar uma pedra em cima do assunto e retomar a cooperação do lado brasileiro, esperando o mesmo do lado norte-americano.

Para o posto, em aberto na Flórida, de oficial de ligação do Brasil, a PF indicou a delegada Tatiana Torres. Até sexta-feira, a continuidade dessa vaga para troca de informações americanas com o Brasil ainda não estava certa.

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Nos bastidores, envolvidos dos dois lados reafirmam preocupação com a interrupção na cooperação entre os países. “É muito produtiva. Não podemos deixar que posições políticas interfiram na cooperação. Se isso acontecer, perde o Brasil e perdem os EUA”.

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