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Em busca de relação pragmática, governo brasileiro deve ignorar ida de Flávio Bolsonaro aos EUA

Postura também deve ser adotada com o governo argentino, que teria apoiado o senador na passagem pelo país rumo aos EUA

Brasília|Caroline Aguiar, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro considera a reeleição de Lula incontestável e não planeja responder oficialmente às críticas de Flávio Bolsonaro e Donald Trump sobre suposta fraude eleitoral.
  • Assessores de Lula acreditam que responder às acusações seria se rebaixar, já que organismos internacionais e a Justiça Eleitoral já validaram a integridade do pleito.
  • A orientação atual é manter uma relação pragmática com os EUA, focando em negociações comerciais e cooperação contra o crime organizado, sem reagir às provocações.
  • O Brasil também mantém uma postura de não discutir a fuga de Flávio Bolsonaro com a Argentina, apesar de alegações de que o governo argentino teria ajudado na sua saída do país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar de Trump sugerir fraude nas eleições do Brasil, governo foca no diálogo para tratar de tarifas Joyce N. Boghosian/Official White House Photo Official White House - 26.10.2026

A avaliação do governo brasileiro é de que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é tão incontestável que não há necessidade de resposta oficial à carta escrita por Flávio Bolsonaro ou às críticas do presidente norte-americano Donald Trump.

Na última quarta-feira (29), após chegar aos Estados Unidos, Flávio publicou um texto em que diz ter “visto estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar”. Já Trump afirmou que a eleição brasileira “pareceu fraudada e muito ruim”. Nenhum dos dois, contudo, apresentou provas de que tenha havido fraude no pleito.

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Legitimidade reconhecida

Assessores do presidente Lula avaliam que responder às acusações seria se rebaixar ao nível das críticas. Além disso, organismos internacionais que auditaram as eleições e o reconhecimento de líderes internacionais, partidos políticos brasileiros e a própria Justiça Eleitoral já cumprem o papel de reforçar a integridade do pleito.

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Uma eventual reação do governo brasileiro poderia vir no nível ministerial, via Itamaraty ou Ministério da Justiça. Mas isso dependeria do surgimento de novos fatos.

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A orientação, até o momento, é não reagir e manter uma relação pragmática com os Estados Unidos, focada principalmente nas negociações para o fim do tarifaço e na cooperação para o combate ao crime organizado.

Encontro nos EUA

Nesta sexta (30), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará da reunião de chanceleres do G20, em Atlanta, nos Estados Unidos. O anfitrião do encontro é o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, um dos principais interlocutores da direita.

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Não há uma reunião marcada entre Vieira e Rubio, mas o brasileiro está disposto a tratar da fuga de Flávio Bolsonaro caso o assunto seja abordado pelo chefe do Departamento de Estado.

Relação com a Argentina

A mesma situação deve se repetir com o chanceler argentino Pablo Quirno, que também estará em Atlanta. A viagem de Flávio pode ser abordada com Mauro Vieira, mas o Brasil vai manter a postura de não puxar as discussões por entender que o país está numa situação superior e não tem motivo para se desgastar com o tema.

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O governo de Javier Milei teria auxiliado na fuga do parlamentar ao permitir que ele saísse pela fronteira com Puerto Iguazú, mesmo estando com o passaporte cancelado. Na carta em que escreveu, Flávio Bolsonaro chegou a agradecer ao apoio de Milei e Trump.

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