Lula propõe que montadoras deem capacetes a entregadores: ‘O que são R$ 600?’
Programa Move Brasil disponibiliza financiamento de novos veículos para entregadores de aplicativo e celetistas
Brasília|Débora Sobreira*, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (12) uma linha de crédito para que profissionais do ramo de entrega financiem novas motos para uso profissional. Ao detalhar a medida, o petista sugeriu que o setor empresarial comece a doar capacetes aos entregadores na hora da compra das motos.
“Quanto custa um capacete? O mais pobrezinho é R$ 150. Por que eles não podem fazer a doação de um capacete para uma moto? É a contribuição que eles podem dar aos consumidores dos produtos que eles fabricam. O que são R$ 600 para alguém que vendeu uma moto por R$ 20 mil?”, indagou o presidente.
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Sem detalhar como se daria a medida, a sugestão de Lula é que um capacete seja entregue como complemento à motocicleta financiada pelo programa. “Isso é uma coisa que acho que a gente consegue se conversarmos sério com as empresas”, acrescentou.
Outra demanda sugerida foi que empresários que “utilizam motoqueiros” criem pontos estratégicos para os profissionais para fins de descanso, troca de roupa e realização de necessidades fisiológicas. Lula incluiu também prefeitos como possíveis responsáveis pela iniciativa.
“Eles tratam vocês como inimigos, e vocês não são inimigos. São trabalhadores que têm família para cuidar, filho para criar, que saem de casa de madrugada e querem vivos para a família de vocês”, completou o presidente, sugerindo ao secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, o envio de ofícios aos gestores locais.
Entenda o programa
O Move Brasil – Entregadores e Motoapp faz parte do Move Brasil, iniciativa do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que disponibiliza linhas de crédito especiais para atuantes em diferentes setores do transporte. O objetivo é facilitar a compra de veículos que tenham sido montados ou produzidos no Brasil.
Além de entregadores, ciclistas, motofretistas e mototaxistas também serão contemplados, desde que possuam carteira assinada há pelo menos seis meses. Para participar, o profissional deve estar cadastrado em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e já ter realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas.
A iniciativa já passa a valer a partir de sábado (13) para trabalhadores que realizam entregas de mercadorias, transporte de cargas ou de passageiros via aplicativo ou com vínculo celetista. Os interessados terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até quatro anos.
Também poderá ser financiado o seguro prestamista, que serve como recurso para quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador. A linha contará com garantia do FGO (Fundo Garantidor de Operações).
Entre as opções possíveis para o financiamento estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no Brasil; bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no país ou vinculados a projetos de investimento para produção nacional. Todos deverão ser zero-quilômetro.
Homens e mulheres terão critérios diferenciados. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, enquanto para mulheres o valor será de 11,5% ao ano.
Como participar
O cadastro será aberto neste 12 de junho e poderá ser feito no site do programa.
Com a confirmação de que o trabalhador atende aos requisitos, a partir de 13 de julho, os profissionais poderão procurar instituições financeiras habilitadas para realizar análise de crédito e contratação do financiamento.
Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH na categoria “A”.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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