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Fachin cria grupo de trabalho para debater modernização do Judiciário

Colegiado terá natureza consultiva, além de ficar responsável pela organização e promoção de debates institucionais e acadêmicos

Brasília|Jéssica Eufrásio e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Luiz Edson Fachin cria grupo de estudos para modernizar o Judiciário brasileiro.
  • O grupo, de natureza consultiva, será presidido por Fernando Facury Scaff e terá subgrupos temáticos.
  • O desembargador Ney de Barros Bello Filho será o relator das atividades do grupo.
  • Objetivo é concluir os trabalhos até o fim do ano, apresentando um relatório final com diagnósticos e sugestões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin autorizou criação do grupo Ton Molina/STF – Arquivo

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Edson Fachin, assinou uma portaria que autoriza a criação do grupo de estudos que ficará responsável por discutir um projeto de reforma do Judiciário. O colegiado terá natureza consultiva, para organização e promoção de debates institucionais e acadêmicos voltados à modernização do sistema de justiça brasileiro.

Publicada nessa quinta-feira (11), a portaria foi divulgada nesta manhã. O Grupo de Estudos para Modernização do Sistema de Justiça será presidido pelo diretor do Centro de Estudos Constitucionais do Supremo Tribunal Federal, o professor Fernando Facury Scaff.


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Também fundador do centro, Scaff definiu a composição do comitê — que poderá ser dividido em subgrupos temáticos — e terá de instituir as diretrizes de trabalho. Ao desembargador Ney de Barros Bello Filho, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), caberá a relatoria das atividades.

Também nessa quinta-feira (11), Scaff assinou uma portaria que lista os nomes dos 19 integrantes do colegiado.


O colegiado deverá concluir os trabalhos até o fim deste ano, com apresentação de relatório que contenha diagnóstico, sistematização das contribuições, detalhes sobre debates e sugestões recebidas, além de dados, referências internacionais comparadas e outras informações pertinentes.

Saiba quais são as competências do grupo de estudos:


  • Fomentar o debate institucional e acadêmico sobre a modernização e o aperfeiçoamento do sistema de Justiça brasileiro;
  • Promover diálogos com outros grupos de trabalho, bem como comissões, fóruns e iniciativas concernentes a essa modernização;
  • Organizar, sistematizar e analisar propostas apresentadas por magistrados, integrantes do Ministério Público, advogados públicos e privados, defensores públicos, professores e pesquisadores, bem como tribunais, conselhos de âmbito nacional e entidades organizadas da sociedade civil;
  • Elaborar dados e estudos técnicos, acadêmicos e institucionais, inclusive relativos a experiências estrangeiras, para dar base a ações de aprimoramento de governança judicial, eficiência jurisdicional, legitimidade democrática e acesso à justiça;
  • Promover ações de capacitação, seminários, encontros acadêmicos e consultas públicas; e
  • Ouvir a comunidade acadêmica nacional e estrangeira, bem como especialistas e instituições públicas e privadas de ensino com reconhecida atuação relacionada ao sistema de Justiça.

Entre as justificativas para criação do grupo, Fachin destacou a “necessidade de fomentar espaços permanentes de diálogo institucional, reflexão técnica, cooperação interinstitucional, bem como elaboração de diagnósticos, estudos e propostas voltados ao aperfeiçoamento do sistema de Justiça brasileiro”.

“A iniciativa decorre da constatação de que os desafios contemporâneos da jurisdição constitucional e da administração da Justiça demandam ambientes institucionais aptos a reunir diferentes perspectivas acadêmicas, profissionais e institucionais”, acrescentou o ministro.


Entre os objetivos também estão a “sistematização de experiências, a identificação de boas práticas e a formulação de soluções” para melhorar o desempenho das instituições responsáveis pela prestação de serviços e por funções essenciais à Justiça.

“Busca-se, desse modo, aproximar o Supremo Tribunal Federal dos debates contemporâneos sobre governança judicial, inovação institucional, transformação digital, eficiência jurisdicional, racionalização processual, cooperação entre instituições, acesso à Justiça e fortalecimento da confiança pública nas instituições republicanas”, completou Edson Fachin no documento.

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