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Moraes dá 5 dias à PGR para analisar pedido de extinção da pena de Mauro Cid

A defesa do militar pede que o tempo em que Cid esteve sob medidas cautelares seja contabilizado para o abatimento da punição

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes enviou à PGR o pedido de extinção da pena de Mauro Cid, com prazo de cinco dias para análise.
  • A defesa de Cid quer que o tempo sob medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, conte como pena cumprida.
  • Os advogados alegam que as restrições já duram mais de dois anos e cinco meses, representando uma limitação real à liberdade de Cid.
  • Moraes negou inicialmente o pedido, afirmando que o abatimento de pena só se aplica à prisão provisória, não a medidas cautelares.

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Mauro Cid
Mauro Cid recebeu pena de 2 anos em regime aberto pela trama golpista Geraldo Magela/Agência Senado - 11.7.2023

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o envio à PGR (Procuradoria-Geral da República) do recurso em que a defesa de Mauro Cid pede a extinção de sua pena. O órgão terá o prazo de cinco dias para apresentar sua manifestação sobre o caso.

O recurso contesta uma decisão anterior do próprio ministro, que havia negado o pedido. A defesa do militar busca fazer com que o tempo em que ele cumpriu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno, seja contabilizado como pena cumprida.


Os advogados de Mauro Cid sustentam que as restrições impostas representam uma limitação real à sua liberdade de locomoção e já duram mais de dois anos e cinco meses e que desconsiderar esse período significaria impor uma penalidade duplicada pelo mesmo intervalo de restrições.

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Ao rejeitar o pedido inicialmente, Moraes considerou que o artigo que prevê o abatimento de pena é válido apenas para prisão provisória, sem estender o benefício a medidas cautelares alternativas. Sendo assim, o período em que Cid esteve efetivamente preso preventivamente, de cerca de cinco meses e 17 dias, seria insuficiente para quitar a pena total de dois anos.

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