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Ministro destaca ações contra El Niño e avanços ambientais

João Paulo Capobianco afirmou que o desmatamento na Amazônia caiu pela metade nos últimos três anos

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro João Paulo Capobianco destacou a redução do desmatamento na Amazônia em 50% nos últimos três anos.
  • Medidas contra o El Niño incluem reforço no monitoramento e aumento do contingente de brigadistas e equipamentos.
  • O governo ampliou áreas protegidas e promoveu a transição energética com biocombustíveis e eletricidade.
  • Retomada da cooperação internacional e do Fundo Amazônia viabilizou R$ 204 bilhões para o desenvolvimento sustentável.

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Ministro fez um pronunciamento em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 14.04.2026

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou, nesta sexta-feira (5), que o governo federal voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento e não como obstáculo. O ministro fez um pronunciamento, em rede nacional, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.

Além dos avanços, o ministro falou ainda sobre os desafios que o país tem pela frente, como a previsão de um novo El Niño para este ano — o que eleva o risco de queimadas e as respostas já adotadas diante desse cenário.


“Neste ano, diante da previsão de um novo El Niño, reforçamos o monitoramento e colocamos em campo o maior contingente de brigadistas da nossa história. Aumentamos o número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate e apoiamos em mais de meio bilhão de reais os corpos de Bombeiros dos estados onde há mais incêndios florestais”, destacou Capobianco.

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Em sua fala, ele enumerou ações realizadas nos últimos três anos e defendeu que o governo está mostrando que é possível crescer, gerar emprego e renda sem deixar de proteger florestas, águas e biodiversidade brasileiras.


Capobianco destacou a redução do desmatamento em diferentes biomas, como na Amazônia, onde caiu pela metade nos últimos três anos. No Cerrado, a redução foi de 32%, e no Pantanal, 65%. Além disso, ele ressaltou que as áreas protegidas foram ampliadas com a criação de mais de dez novas reservas ambientais e o reconhecimento de terras indígenas e de territórios quilombolas.

“Somadas, elas equivalem em torno de 5 milhões de campos de futebol, desses em que veremos nossa seleção jogar durante a Copa do Mundo que se aproxima. Ao proteger nossos biomas, salvamos a biodiversidade e evitamos lançar na atmosfera milhões de toneladas de gases de efeito estufa”.


De acordo com o ministro do Meio Ambiente, o país voltou a liderar a transição energética, a partir da substituição de combustíveis fósseis por opções mais limpas, como os biocombustíveis e a eletricidade. Durante o pronunciamento, Capobianco ressaltou que o governo criou estímulos para a renovação das frotas privadas e de transporte público.

“Esses resultados são fruto de um amplo trabalho de cooperação entre o governo do Brasil, os estados e municípios e a sociedade civil. Eles só foram possíveis porque voltamos a investir em ciência, em monitoramento, e a fortalecer instituições importantíssimas, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que foram alvo de tentativas de desmonte em anos anteriores”, mencionou.


Capobianco citou também a retomada da cooperação internacional, com a volta do Fundo Amazônia, com nove países financiadores. Segundo ele, são ações que viabilizaram um volume recorde de R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento sustentável no Brasil. Ele mencionou também que o governo federal voltou a investir na recuperação de áreas degradadas e na restauração florestal, alcançando 3,4 milhões de hectares recuperados.

“Hoje, no mundo inteiro, são os critérios ambientais que definem acordos comerciais e abrem as portas do investimento. Ir na contramão dessa tendência pode fechar mercados e isolar o país. Proteger as nossas florestas, os nossos rios e a vida de nossas famílias já seria razão suficiente e é, ao mesmo tempo, uma garantia para o futuro próspero da economia brasileira”, afirmou.

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