Combate aos efeitos do El Niño: ‘Sinto falta de políticas de longo prazo’, diz especialista
Brasil investe R$ 1,3 bilhão para mitigar impactos; medidas incluem estocagem de alimentos e combate a incêndios no país
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo divulgou ações para reduzir os impactos do El Niño no país, com investimentos totalizando R$ 1,3 bilhão. Dentre as medidas encontram-se a estocagem de alimentos, o monitoramento climático, a fiscalização ambiental e o combate a incêndios. O fenômeno El Niño eleva a temperatura do oceano Pacífico e causa mudanças no clima do país. Além disso, o fenômeno climático provoca seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e inundações na região Sul do Brasil.
Regina Rodrigues, professora de oceanografia e clima na Universidade Federal de Santa Catarina, considera que o novo pacote de investimentos é relevante e antecipa impactos já conhecidos em relação ao fenômeno que já ocorreu nos anos de 2023 e 2024. No entanto, essas medidas são apenas paliativas, e também precisamos “pensar nas medidas de longo prazo”, segundo a especialista.
Para a professora, com os eventos extremos causados pelas mudanças climáticas, é esperado que os impactos sejam mais frequentes e de maior amplitude. Por isso, é essencial investir na construção e planejamento urbano das cidades, apostar em uma infraestrutura mais resiliente e promover um melhor saneamento nas regiões de risco. “A prevenção é muito mais barata do que os impactos financeiros do desastre”, explicou.
Regina destacou que a atual conjuntura geopolítica global “vai de encontro com o que a gente deveria estar fazendo”. Segundo ela, o foco atual deve ser o investimento na ciência e nas pesquisas de transição energética, que estão sendo ofuscadas pelos orçamentos armamentistas e defensivos. Segundo a especialista, este é um momento em que deveríamos “estar investindo esse dinheiro para aumentar a resiliência de todas as populações e diminuir os gastos de efeito estufa.”
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