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Combate aos efeitos do El Niño: ‘Sinto falta de políticas de longo prazo’, diz especialista

Brasil investe R$ 1,3 bilhão para mitigar impactos; medidas incluem estocagem de alimentos e combate a incêndios no país

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro está investindo R$ 1,3 bilhão para mitigar os efeitos do El Niño, incluindo estocagem de alimentos e combate a incêndios.
  • O fenômeno El Niño causa diversas alterações climáticas no Brasil, como seca no norte e nordeste e inundações na região sul.
  • Especialista Regina Rodrigues ressalta a importância de medidas de longo prazo, como infraestrutura resiliente e melhor saneamento em áreas de risco.
  • Há um apelo para que mais investimentos sejam direcionados à ciência e transição energética, em vez de orçamentos armamentistas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo divulgou ações para reduzir os impactos do El Niño no país, com investimentos totalizando R$ 1,3 bilhão. Dentre as medidas encontram-se a estocagem de alimentos, o monitoramento climático, a fiscalização ambiental e o combate a incêndios. O fenômeno El Niño eleva a temperatura do oceano Pacífico e causa mudanças no clima do país. Além disso, o fenômeno climático provoca seca no Norte e Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e inundações na região Sul do Brasil.

Regina Rodrigues, professora de oceanografia e clima na Universidade Federal de Santa Catarina, considera que o novo pacote de investimentos é relevante e antecipa impactos já conhecidos em relação ao fenômeno que já ocorreu nos anos de 2023 e 2024. No entanto, essas medidas são apenas paliativas, e também precisamos “pensar nas medidas de longo prazo”, segundo a especialista.


Para a professora, com os eventos extremos causados pelas mudanças climáticas, é esperado que os impactos sejam mais frequentes e de maior amplitude. Por isso, é essencial investir na construção e planejamento urbano das cidades, apostar em uma infraestrutura mais resiliente e promover um melhor saneamento nas regiões de risco. “A prevenção é muito mais barata do que os impactos financeiros do desastre”, explicou.

Regina destacou que a atual conjuntura geopolítica global “vai de encontro com o que a gente deveria estar fazendo”. Segundo ela, o foco atual deve ser o investimento na ciência e nas pesquisas de transição energética, que estão sendo ofuscadas pelos orçamentos armamentistas e defensivos. Segundo a especialista, este é um momento em que deveríamos “estar investindo esse dinheiro para aumentar a resiliência de todas as populações e diminuir os gastos de efeito estufa.”

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