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Gilmar Mendes diz que Zema fala ‘dialeto próximo’ ao português: ‘A gente quase não entende’

Fala se deu após ministro pedir inclusão do ex-governador de Minas Gerais no inquérito das fake news por publicação com deep fake

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes critica o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, chamando seu modo de falar de "dialeto próximo do português".
  • O ministro pediu a inclusão de Zema em um inquérito sobre fake news, após ele publicar um vídeo com deep fake.
  • Gilmar destaca a ironia de Zema criticar o STF, mesmo tendo utilizado a corte para suspendê-lo de dívidas com a União.
  • A inclusão de Zema no inquérito foi motivada por um vídeo que ataca a honra dos ministros do STF, segundo Gilmar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar criticou falas de Zema contra o STF Reprodução/RECORD - 22.4.2026

Ao comentar os ataques feitos ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Gilmar Mendes afirmou que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema fala um “dialeto próximo do português” e que, muitas vezes, não é possível entendê-lo.

“Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim”, disse Gilmar nesta quarta-feira (22), ao JR Entrevista. A íntegra da entrevista vai ao ar às 22h30 desta quarta, na RECORD News.


O R7 tenta contato com Zema para pedir um posicionamento do ex-governador.

A fala se deu após o ministro pedir a inclusão de Zema no inquérito das fake news pela suposta divulgação de um vídeo com uso de deep fake nas redes sociais.


A solicitação foi encaminhada à PGR (Procuradoria-Geral da República), mas a instituição ainda não se manifestou (leia mais abaixo).

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Antes do pedido, porém, o ministro havia se manifestado nas redes sociais, criticando a postura do político mineiro. Na publicação, Gilmar Mendes diz ser, “no mínimo, irônico” Zema “atacar” o STF após ter pedido ao tribunal autorização para que o governo estadual adiasse o pagamento de parcelas da dívida com a União.


“O mesmo agente que hoje agride o tribunal recorreu a ele inúmeras vezes para obter decisões que suspenderam obrigações bilionárias com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, escreveu o ministro.

Ainda durante a entrevista desta quarta-feira, o ministro voltou a mencionar o papel do STF em acordos sobre dívidas das unidades federativas com a União. Como exemplo, Gilmar comentou sobre o caso de Minas Gerais, que teve o prazo para pagamento dos débitos prorrogado pela corte.


“Tenho a impressão de que, por conta do papel que o Supremo passou a exercer ao longo desses anos, principalmente no contexto do governo [Jair] Bolsonaro, da questão da pandemia, da ameaça que havia para o funcionamento das instituições e de um colapso no SUS [Sistema Único de Saúde], o tribunal teve de fazer uma intervenção. Vários estados andaram muito mal das pernas. É o caso de Minas Gerais, em que, graças a uma liminar do Supremo, o governo Zema ficou 22 meses sem pagar a dívida com a União“, detalhou.

Pedido de investigação sobre Zema

No início desta semana, Gilmar enviou ao ministro Alexandre de Moraes uma notícia-crime Zema e pediu que ele seja incluído no inquérito das fake news. O processo corre sob sigilo.

O pedido foi feito após o ex-governador ter publicado um vídeo com críticas ao STF e a Gilmar e Dias Toffoli após o escândalo do Banco Master. No vídeo, os ministros são retratados como fantoches e conversam sobre a CPI do Crime Organizado ter aprovado a quebra de sigilos de Toffoli.

O ministro afirmou que o caso é um “grave acontecimento” em uma postagem com “elevadíssimo número de visualizações”.

No pedido, Gilmar diz que Zema fere a “honra e imagem” do próprio ministro e do Supremo.

“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”, disse Gilmar.

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