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Gilmar Mendes pede investigação contra Romeu Zema por vídeo com deep fake

Processo, que está sob sigilo, foi enviado ao relator do inquérito na Corte, o ministro Alexandre de Moraes

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes, ministro do STF, enviou notificação contra Romeu Zema por deep fake.
  • Pedido foi encaminhado ao relator do inquérito, Alexandre de Moraes, e está sob sigilo.
  • O ex-governador publicou vídeo que imita vozes dos ministros, atacando a honra do STF.
  • Mendes critica Zema por atacar o Tribunal após ter solicitado medidas favoráveis ao governo estadual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ex-governador teria publicado uma deep fake sobre os ministros do STF Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes enviou ao também ministro Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e pediu que ele seja incluído no inquérito das fake news. O processo, que corre sob sigilo, foi enviado ao relator do inquérito na Corte, o ministro Alexandre de Moraes.

O pedido chegou a ser encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), mas a instituição ainda não se manifestou. A solicitação se deu após o ex-governador supostamente fazer uma publicação nas mídias sociais com uso de deep fake dos magistrados.


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Na ação, Gilmar Mendes diz que Zema fere a “honra e imagem” do próprio ministro e do Supremo Tribunal Federal.

“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”, disse Gilmar.


Antes do pedido, o ministro já tinha se manifestado nas redes sociais, criticando a postura do mineiro. Na publicação, Gilmar Mendes diz ser “no mínimo, irônico” Zema “atacar” o STF após ter solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar o pagamento de parcelas da dívida com a União.

“O mesmo agente que hoje agride o Tribunal recorreu a ele inúmeras vezes para obter decisões que suspenderam obrigações bilionárias com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, escreveu o ministro.

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