Governadora do DF pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB
DF quer usar garantia da União para solicitar empréstimo, mas não possui condições para receber aval do Tesouro Nacional
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), comunicou que pedirá oficialmente ajuda ao governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no BRB (Banco de Brasília).
O Distrito Federal quer uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para solicitar um empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e injetar o dinheiro no Banco de Brasília.
O DF, no entanto, não está com as contas em dia e não possui nota suficiente para realizar operações com garantias da União.
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Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantias do Tesouro Nacional. A União exige notas de capacidade de pagamento entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O Distrito Federal possui nota C, abaixo do necessário.
Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantias do Tesouro Nacional.
A União exige notas de capacidade de pagamento entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O Distrito Federal possui nota C, abaixo do necessário.
“O Governo do Distrito Federal informa que a governadora Celina Leão irá encaminhar ao Tesouro Nacional ofício solicitando aval do governo federal para avançar nas tratativas relacionadas a uma operação junto ao Fundo Garantidor de Créditos”, diz nota divulgada pelo governo distrital.
“A iniciativa integra as medidas que vêm sendo conduzidas com transparência, responsabilidade e diálogo institucional para garantir a estabilidade do BRB. O documento está em fase final de formalização.”
O BRB tem um rombo calculado em R$ 8,8 bilhões após realizar operações fraudulentas com o Banco Master. O governo do Distrito Federal, controlador do banco, precisa injetar dinheiro para salvar a instituição, que deixou de publicar o balanço de 2025 no prazo legal, em 30 de março, e pretende resolver a situação até o fim de maio.
O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC, mas não obteve resposta. Integrantes do Banco de Brasília dizem que, para o banco continuar funcionando, o BRB precisa de no mínimo R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo no patrimônio.
Conversas com o governo federal
Além do aval da União, a governadora Celina Leão também quer interceder a Lula para que o petista solicite à Caixa e ao Banco do Brasil que comprem ativos do BRB e ajudem o banco a estancar a crise de liquidez, também desencadeada pelo Caso Master.
O banco anunciou um acordo para vender R$ 15 bilhões em ativos que eram do Banco Master e estão na instituição, mas o sucesso da operação ainda é incerto.
Em entrevista na semana passada, Celina afirmou que não contava mais com ajuda do governo federal para socorrer o BRB. “Se dependêssemos de algum banco público comandado pelo governo federal, já teríamos fechado as portas do BRB”, afirmou ela.
A governadora vai recorrer a Lula após fazer críticas e antagonizar com o petista. Na entrevista, ela afirmou que o “escândalo do Caso Master está dentro do coração do PT no Planalto”.
Anteriormente, durante cerimônia de entrega de 13 viaturas novas para a Polícia Militar, Celina evitou falar o “13”, número do PT na urna, e disse estar entregando “12 mais 1” patrulhas. Depois, ela afirmou que o governo Lula não tinha “boa vontade” para ajudar o Distrito Federal.
Tentativas de “salvar” o banco
Enquanto tenta salvar o banco público, a gestão tenta também salvar o caixa do Distrito Federal. A governadora determinou uma revisão de contratos e um corte de gastos em despesas da administração pública.
Além disso, o governo quer antecipar R$ 52 bilhões em créditos inscritos na dívida ativa, vendendo os papéis no mercado financeiro. A operação, porém, tem restrições, pois o dinheiro só pode ser usado na previdência e em investimentos, e não num aporte ao BRB, e não há previsão de quando e quanto o governo conseguiria levantar.
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