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Governo do DF pretende finalizar revisão do PDOT até o fim do 1º semestre; entenda

Em entrevista ao R7, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação explica papel do PDOT

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Secretário de Seduh, Marcelo Vaz destacou importância do PDOT Edis Henrique Peres/R7 -

O governo do Distrito Federal pretende finalizar o projeto de revisão do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial) até o fim do primeiro semestre deste ano para o envio para a Câmara Legislativa do DF. Até lá, a Seduh (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação) ainda deve realizar reuniões e audiências públicas e, por fim, apresentar os dados consolidados no Conselho de Planejamento. Em entrevista ao R7, o titular da pasta, Marcelo Vaz, explicou as expectativas com a revisão do projeto.

O PDOT é um documento que orienta o desenvolvimento do Distrito Federal, tanto na área urbana quanto na rural. “É ele que dá base a todas as outras legislações urbanísticas, trazendo principalmente as regras do que pode ou não pode ser feito para cidade numa escala macro”, pontuou. Para exemplificar, Vaz destaca que o plano diretor determina quais são as áreas que podem ser urbanas, quais são as áreas que podem ser rurais, quais as áreas de regularização fundiária, a definição de área de oferta habitacional, e quais os instrumentos urbanísticos de incentivo a investimentos de habitação de interesse social.

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Vaz explica que o PDOT traz estratégias e diretrizes para definição da ocupação do território e que outras legislações, como o PPCUB (Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília) tratam de temas mais específicos. “O PDOT atua em uma escala maior, ele não define, por exemplo, qual é o uso e a possibilidade de ocupação de cada lote, mas define o que é uma área urbana. O PPCUB, por sua vez, diz o que cada lote dentro dessa área urbana pode fazer”, disse.

O titular da pasta explica que a revisão do plano é prevista para ser feita a cada 10 anos e que já deveria ter ocorrido em 2019. “A partir de 2019 a gente iniciou o processo de revisão, mas a pandemia segurou esse processo por dois anos e pouco. Tivemos uma suspensão dos trabalhos e em 2022 a gente voltou com esse planejamento, com reuniões com a população a partir de 2023″, detalhou.

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Marcelo Vaz declara que esses encontros com os moradores são fundamentais para entender quais os problemas reais enfrentados pela população. “Com isso, conseguimos fazer um diagnóstico para entender a problemática e propor soluções em cima disso. Finalizamos esse processo [de diagnóstico] em 2023, e ano passado passamos a elaborar o prognóstico, que é entender da sociedade o que ela queria que fosse feito. Agora, estamos na fase de propostas, em que vamos apresentar aos moradores qual a solução que o Estado pensa para resolver essas situações”, afirmou.

A partir de agora, a pasta começa a apresentar para a população essas propostas e discuti-las com os moradores, para chegar ao documento final que vai ser encaminhado para a Câmara Legislativa. “A partir de março a gente começa com as reuniões públicas, que vão acontecer em regiões administrativas agrupadas, de mais ou menos três RAs por vez, para verificarmos se aquelas propostas fazem sentido para a população. A expectativa é que a gente consiga finalizar todo esse processo com a audiência pública final e apreciação no Conselho de Planejamento Urbano até o fim deste semestre. No início de julho o PDOT já deve estar na Câmara para ser deliberado pelos deputados”, disse.

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Combate a irregularidades

O secretário defende a aprovação do PDOT ainda este ano para evitar possíveis novos atrasos. “Considerando que 2026 é um ano eleitoral e essa discussão [do Plano] é eminentemente técnica, isso pode acabar sendo politizada. Por isso, nosso objetivo é conseguir consolidar esse texto, aprovar e publicar ainda esse ano. Hoje já estamos com 15 anos de vigência do atual PDOT, e se a gente não tiver esse plano agora, pode ser que isso atrase ainda mais”, alertou.

Na avaliação de Marcelo Vaz, a desatualização beneficia irregularidades, pois a lei não traduz o que o território do DF representa hoje. “A desatualização da norma acaba beneficiando aqueles que fazem parcelamento irregular e dificulta a aprovação de projetos regulares de parcelamento do solo, regularização fundiária e principalmente de desenvolvimento da cidade. O combate à irregularidade tem dois fatores primordiais: primeiro é a fiscalização para evitar que ela aconteça. Em segundo lugar é o desincentivo”, observou.

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O titular da Seduh acrescenta que a principal estratégia do plano é definir diretrizes e instrumentos que beneficiem aqueles que procuram a habitação de interesse social. “E vamos conseguir fazer isso garantindo investimentos tanto do poder público quanto da iniciativa privada para construção dessas habitações”. Segundo ele, dessa forma haverá o combate às ocupações irregulares. “Na medida que a gente consegue ofertar uma maior quantidade de habitação de interesse social, a população vai migrar dessa ocupação irregular para ocupação regular”, analisou.

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