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Lula defende 'debate sobre clima' na grade curricular das escolas

Em Belém (PA), durante a live semanal desta terça-feira, presidente voltou a defender a tese de que a Amazônia não seja um santuário

Brasília|Plínio Aguiar, do R7 em Brasília

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta terça-feira (8) a inclusão do debate sobre a mudança do clima na grade curricular das escolas brasileiras. A declaração foi dada durante a live semanal Conversa com o Presidente, antes de ele participar da Cúpula da Amazônia, em Belém, no Pará.

"A questão ambiental não é mais uma questão discutida na universidade, por intelectual, por especialista. Ela está dentro das casas das pessoas. Inclusive defendo que o ministro da Educação coloque no currículo escolar a questão do debate sobre o clima. Temos que ter aula para as crianças sobre a questão do clima, o significado das pessoas cuidarem das coisas, de fazerem coleta seletiva de lixo. Se você não colocar na escola, não cria uma geração de pessoas preparadas para educar os mais velhos e as futuras gerações. Nós vamos colocar no currículo escolar", afirmou Lula.


"Se a Amazônia é importante para a questão da água, do ar, de descarbonização do planeta Terra, nós temos que utilizar a Amazônia para isso. Embora o Brasil seja soberano, o Brasil precisa compartilhar do ponto de vista da ciência com o mundo, que quer estudar, quer investir para que a gente possa cuidar da Amazônia gerando emprego e oportunidade", completou.

Durante a live semanal, Lula voltou a defender a tese de que a Amazônia não seja um santuário. "Quero que seja um lugar que o mundo tire proveito para experimentar a riqueza da nossa biodiversidade, para a gente saber o que a gente pode fazer a partir dessa riqueza da biodiversidade. Não tem outro jeito se não compartilhar com o mundo. Cientista do mundo inteiro vai ser convidado para participar, mas precisamos valorizar os cientistas brasileiros."


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Na última segunda-feira (7), o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que vai propor o aumento da carga horária das disciplinas do novo ensino médio em 33% e a redução dos itinerários formativos, que passam a ser chamados de percursos de aprofundamento e integração de estudos.

A ideia é que a carga horária destinada à formação geral básica passe de 1.800 horas para 2.400 horas, podendo haver exceção na oferta de cursos técnicos — nesse caso, o mínimo seria de 2.200 horas.

A pasta precisa definir os componentes curriculares que devem ser contemplados, mas cogita incluir espanhol, arte, educação física, literatura, história, sociologia, filosofia, geografia, química, física, biologia e educação digital. Agora, a pasta vai coletar novas considerações com entidades, articular com Lula as sugestões e, até o início de setembro, apresentar as opções ao Congresso Nacional para a avaliação dos parlamentares.

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