Saiba quem é Marcola, chefão do PCC preso em Brasília com quem Deolane Bezerra teria ligação
Sob liderança do criminoso, preso em cadeia de segurança máxima, facção estendeu atuação para fora dos presídios e até do Brasil
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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O MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Polícia Civil do estado efetuaram, na manhã desta quinta-feira (21), uma operação para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). Durante a ação, as equipes prenderam a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra.
Também é alvo da investigação Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção e preso há quase 27 anos. A operação também mira três parentes do criminoso.
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Entre os investigados está uma sobrinha de Marcola, filha do irmão dele conhecido como “Gordão” e que também cumpre pena em um presídio federal. As investigações detalham que ela teria atuado como a principal transmissora de ordens da cúpula para o gestor financeiro da facção.
Após visitar o pai na cadeia, a investigada supostamente repassava as determinações recebidas, bem como orientava a divisão e a transferência de valores. O dinheiro teria origem em uma transportadora ligada ao PCC que intermediava o esquema de lavagem de dinheiro.
Quem é Marcola
Nascido em Osasco (SP), Marcos Willians ficou órfão aos 9 anos e passou a viver nas ruas do centro de São Paulo, onde começou a cometer pequenos furtos. O apelido Marcola surgiu do vício em inalar cola de sapateiro na infância. Ele foi preso pela primeira vez em 1986, aos 18 anos, por assalto a banco.
Em 1993, na Casa de Custódia de Taubaté (SP), ele teve contato com os fundadores do PCC. Com perfil descrito como intelectualizado, acabou batizado na facção e subiu rapidamente na hierarquia. Em 1999, em liberdade, roubou novamente um banco, mas foi preso na Marginal Tietê e não deixou mais a cadeia.
Três anos depois, em 2002, Marcola assumiu o controle definitivo do PCC, após disputas internas e o assassinato de aliados e da ex-esposa. Sob liderança de Marco Willians, a facção estendeu a atuação para fora dos presídios, bem como consolidou o tráfico internacional de drogas e armas.
Aos 58 anos, o preso acumula condenações por homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa e roubo a banco, com penas que, somadas, preveem mais de 300 anos de reclusão. Atualmente, Marcola está na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima.
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