Wolney Queiroz defende fim da desoneração da folha: ‘R$ 18 bilhões de renúncia fiscal’
Ao JR Entrevista, ministro disse que medida que beneficia empresas representa perda para Previdência Social
Brasília|Yuri Achcar, da RECORD Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, defendeu o fim da desoneração da folha de pagamento e disse que aumentar a idade ou as alíquotas para aposentadoria é “muito cruel”.
Segundo o ministro, o país atingiu um “nível de pleno emprego” e o momento agora é de fazer a reoneração gradual.
“Hoje significa R$ 18 bilhões de renúncia fiscal, ou seja, de dinheiro que deixa de entrar na previdência para, em tese, ajudar a melhorar o nível de emprego”, diz Queiroz ao JR Entrevista. Ele ainda ressaltou que, em 70 anos, a medida vai representar uma perda de R$ 2 trilhões para a Previdência Social.
A íntegra da entrevista com o ministro será exibida às 22h30 desta quarta-feira (5) na RECORD News.
Leia Mais
A desoneração é uma forma de redução ou isenção de tributos criada em 2011. Na prática, ela diminui os custos da contratação e da manutenção de funcionários, pois permite que as empresas substituam a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários por uma alíquota sobre a receita bruta.
Em abril, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu derrubar a lei que estendia a desoneração da folha de pagamentos, validando, assim, o modelo de reoneração gradual da folha de pagamento. O benefício atende a 17 setores da economia e municípios.
No Congresso, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) propôs a PEC do Emprego, que busca a desoneração da folha de pagamento para todas as empresas do país.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














