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Moraes diz que ações de hacker ‘são gravíssimas’ e mantém prisão preventiva de Delgatti

Walter Delgatti Neto foi condenado a oito anos e três meses por invasão a dispositivo eletrônico e falsidade ideológica

Brasília|Gabriela Coelho e Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Hacker Delgatti foi preso preventivamente em agosto de 2023 Lula Marques/Agência Brasil - Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes manteve nessa sexta-feira (18) a prisão preventiva de Walter Delgatti Neto. O hacker foi condenado em maio deste ano a oito anos e três meses por invasão a dispositivo eletrônico e falsidade ideológica no caso da invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Na decisão, Moraes afirma que as condutas atribuídas a Delgatti “são gravíssimas e ferem com os bens jurídicos tutelados, inexistindo qualquer fato novo que possa alterar os requisitos e fundamentos da decisão que decretou e das que mantiveram a prisão preventiva”.

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes mantém a prisão preventiva de Walter Delgatti Neto, condenado a 8 anos e 3 meses por invasão de dispositivo eletrônico.
  • Moraes considera as ações de Delgatti 'gravíssimas' e não vê fatos novos que mudem a decisão.
  • Delgatti e a deputada licenciada Carla Zambelli foram condenados por invasão ao sistema do CNJ e informações falsas; Zambelli está foragida.
  • Zambelli usou uma conta alternativa nas redes sociais para criticar o STF e se declarou 'exilada na Itália'.

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Segundo o ministro, “na presente hipótese, permanece possível a restrição excepcional da liberdade de ir e vir, ante a periculosidade social e a gravidade concreta das condutas atribuídas ao réu, o que demonstra, portanto, a imprescindível compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade”.

O hacker está preso de forma preventiva desde agosto de 2023. Desde então, a prisão foi mantida por diversas decisões.

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Delgatti e a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foram condenados pelo STF pela invasão do sistema do CNJ e pela implantação de informações falsas.

A corte determinou que Zambelli deve cumprir dez anos de prisão em regime fechado, perder o mandato e ficar inelegível por oito anos. Atualmente, a deputada está foragida na Itália.

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Zambelli ataca STF

Nesta semana, Zambelli usou uma conta alternativa nas redes sociais para publicar um novo vídeo com críticas ao STF. “Olá, pessoal, aqui é Carla Zambelli. Muita coisa tem acontecido no Brasil, não é?”, diz ela no vídeo.

Durante a gravação, Zambelli chama as tarifas anunciadas pelo governo americano — de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados — de “Taxa Moraes”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes. “Faz muitos anos que o Moraes está brincando de ditador”, afirma.

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O perfil foi criado em maio de 2025 e tem cerca de 4.600 seguidores. A primeira publicação ocorreu no dia 13 de junho, aproximadamente dez dias após o STF determinar a exclusão dos perfis oficiais de Zambelli.

Nas postagens, a deputada afirma estar “exilada na Itália”, mas, formalmente, ela é considerada foragida. Zambelli é alvo de um mandado de prisão e de um pedido de extradição para cumprir a pena de dez anos de reclusão por envolvimento na invasão do sistema do CNJ.

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