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Moraes pede vista e suspende julgamento sobre reajuste de planos de saúde para idosos

Ação aconteceu na sessão plenária do STF desta quarta-feira (5)

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes pediu vista e suspendeu julgamento sobre reajuste de planos de saúde para idosos.
  • Discussão envolve a aplicação da proibição de aumento por faixa etária em contratos firmados antes do Estatuto do Idoso.
  • Processos em análise pelo STF têm placar de sete a dois a favor de impedir reajustes para contratos antigos.
  • O julgamento é considerado importante para o avanço da discussão jurídica sobre a questão etária no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moraes pediu vista em processo relatado por Toffoli Gustavo Moreno/STF - 05.11.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes pediu vista nesta quarta-feira (5) e interrompeu o julgamento que discute sobre a possibilidade de reajuste nos planos de saúde de pessoas idosas em contratos firmados antes do Estatuto do Idoso.

A Corte discute se a proibição de aumento por faixa etária, prevista na lei de 2003, também deve valer para acordos antigos.

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Moraes prometeu devolver o processo em breve, mas ainda não há previsão de quando o julgamento será retomado.

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O debate ocorre em torno da aplicação da norma que determina que “é vedada a discriminação da pessoa idosa nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade”.

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O impasse é se essa vedação também deve alcançar contratos antigos, assinados antes da vigência do Estatuto, em 30 de dezembro de 2003.

O STF analisa o tema em dois processos: um RE (recurso extraordinário), com repercussão geral, e uma ADC (Ação Declaratória de Constitucionalidade).

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Relatado pela ministra Rosa Weber, o recurso já tem placar de sete votos a dois a favor de impedir os reajustes também para os contratos antigos, desde que o beneficiário tenha completado 60 anos após a entrada em vigor da lei.

Votos dos ministros

No julgamento do RE, Rosa propôs a tese de que a proibição se aplica “quando o ingresso em faixa etária diferenciada for posterior à vigência do denominado Estatuto do Idoso (2004), ainda que se trate de contratos de plano de saúde anteriormente firmados”.

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Ela foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes, além dos já aposentados Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli votaram contra.

A ADC é relatada por Toffoli e apresenta uma tendência oposta: três votos favoráveis à permissão dos reajustes nos contratos antigos.

Antes da suspensão, o ministro Flávio Dino destacou a importância do julgamento para o amadurecimento jurídico do país sobre o tema.

“A pauta levanta um grande ponto nessa temática que, tradicionalmente no nosso país, não há, ainda, um desenvolvimento jurídico sobre. O tema se faz importante principalmente quando identificamos que a pirâmide etária brasileira mudou”, disse Dino.

*Sob supervisão de Leonardo Meireles

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