PF apreende 7 armas na casa de Mario Frias durante operação em torno do filme de Bolsonaro
Itens eram legais, mas, devido ao registro com dados de outro endereço, estavam em situação irregular, segundo a corporação
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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A PF (Polícia Federal) apreendeu sete armas — entre elas um fuzil e uma espingarda —, na casa do deputado federal Mario Frias (PL-SP), alvo da Operação Make Up, que investiga o suposto desvio de emendas para o filme Dark Horse, que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
As armas eram legais, mas, devido ao registro com dados de outro endereço, estavam em situação irregular. O R7 entrou em contato com o deputado e não obteve resposta até a mais recente atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventual manifestação.
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Além das armas, a PF apreendeu um carro de luxo, avaliado em quase R$ 1 milhão, na casa do parlamentar.
Mais cedo, o deputado e a produtora do Dark Horse, Karina Ferreira da Gama, foram alvo da operação. As investigações apuram o suposto desvio de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, a uma organização da sociedade civil.
As equipes da PF e da CGU (Controladoriga-Geral da União) cumpriram 49 mandados de busca e apreensão emitidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Ceará e no Distrito Federal.
- Mario Frias ocupou o cargo de secretário especial de Cultura no governo de Jair Bolsonaro, entre 2020 e 2022. Além disso, é produtor-executivo do longa-metragem.
- Karina Ferreira da Gama é empresária e dona da produtora Go Up, que produziu o filme Dark Horse, além de ter participado da campanha do deputado Mário Frias à Câmara Federal. Uma organização vinculada a ela chegou a fechar um contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura de São Paulo para instalação de 5.000 pontos de Wi-Fi nas periferias da cidade. Contudo, a instituição não tinha experiência com esse tipo de serviço.
As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços pagos.
As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho último. Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.
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