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PL muda estratégia e dá início a coleta de assinaturas para levar anistia ao 8/1 direto a plenário

Partido manterá obstrução ‘moderada’, que não trava pauta da Câmara, e quer apoio direto dos deputados; líder diz ter 165 nomes

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, durante reunião com representantes partidários Marina Ramos/Câmara dos Deputados - 03.04.2025

O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, mudou de estratégia e deu início a uma coleta de assinaturas entre deputados para pautar a anistia aos envolvidos do 8 de Janeiro direto a plenário. Até o momento, o partido conta com 165 assinaturas, entre 257 necessárias.

A intenção, conforme indicou o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), nesta quinta-feira (3), é alcançar o apoio para uma votação de urgência na primeira quinzena de abril. O movimento depende de decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) , mas aumenta pressão para pautar a proposta em plenário.

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“Nós vamos trabalhar com celeridade para que na próxima reunião de líderes, na quinta-feira que vem, a gente tenha essas 257 assinaturas, que aí já não dependeremos mais da autorização do presidente Motta e dos líderes. Com 257 assinaturas, entrará na pauta na semana seguinte”, afirmou Sóstenes, após reunião com outros representantes partidários.

Conforme apurou o R7, o deputado prevê ampliar o número de assinaturas em visitas a reuniões de bancadas partidárias na próxima semana. Entre as previsões está a participação de encontro com deputados do PP, na terça-feira que vem.

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O novo caminho é uma possibilidade prevista no regimento interno da Câmara, que estabelece a inclusão automática para discussão e votação de projetos indicados como “de relevante e inadiável interesse nacional, a requerimento da maioria absoluta da composição da Câmara”. Ainda assim, será necessário contar com aval do presidente da Casa, Hugo Motta.

A forma mais tradicional é indicação dos líderes partidários, mas a falta de avanços nesse sentido levou à nova campanha do partido. O PL também promete manter uma obstrução “moderada”, que abrirá exceções para projetos de destaque, mas atuará para uma análise mais lenta entre projetos na Câmara.

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Questionado pela reportagem, Sóstenes nega uma eventual trava à formação da comissão especial do IR (Imposto de Renda), que deverá ser instalada na próxima semana. O líder sustenta, no entanto, que só fará indicação para o colegiado quando houver maioria de nomes postos por outros partidos.

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