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População em risco de fome no Brasil cai 11,3 pontos percentuais em seis anos, diz IBGE

Situação atingia de 41% dos brasileiros entre 2017 e 2018, mas em 2023, percentual caiu para 29,7% dos moradores do país

Brasília|Emerson Fonseca Fraga, do R7, em BrasíliaOpens in new window


Insegurança alimentar diminuiu no país Tânia Rêgo/Agência Brasil — Arquivo

Em 2023, 29,7% dos brasileiros enfrentava insegurança alimentar, número 11,3 pontos percentuais menor do que entre 2017 e 2018, quando a situação afetava 41% da população. Os dados são um comparativo da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua: Segurança Alimentar 2023, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (25), e a POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017–2018.

As cidades concentravam, no ano passado, 39,1% do total das pessoas em insegurança alimentar, enquanto as zonas rurais, apesar de serem responsáveis pela produção da maioria dos alimentos, respondem por 52,1%. Do total em insegurança alimentar, 27% estava em situação “leve”, 9% em risco “moderado” e 5% em estágio “grave”.

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Níveis de segurança alimentar

O IBGE classifica a segurança alimentar como sendo o acesso pleno e regular aos alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. Já a insegurança alimentar é classificada em três níveis — leve, moderada e grave — da seguinte maneira:

• Insegurança alimentar leve: quando há preocupação com o acesso aos alimentos no futuro, além de queda na qualidade adequada dos alimentos resultante de estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentação consumida.

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• Insegurança alimentar moderada: quando os moradores, sobretudo os adultos da família, passaram a conviver com a restrição quantitativa de alimentos.

• Insegurança alimentar grave: quando há redução quantitativa de alimentos também entre as crianças, ou seja, todos os moradores do domicílio passaram por privação severa no consumo de alimentos, podendo chegar à sua expressão mais aguda, a fome.

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Mais números da pesquisa

O Brasil tem 8,6 milhões de pessoas vivendo com insegurança alimentar grave, ou seja, sem ter o que comer todos os dias. O número representa uma parcela de 4% da população brasileira, hoje estimada em 216,1 milhões. Desse total, 7 milhões de pessoas vivem em áreas urbanas e, 1,6 milhão, em territórios rurais.

O levantamento mostrou que o número de pessoas nessa condição diminuiu nos últimos cinco anos. A Pesquisa de Orçamentos Familiares, com dados de 2018, indicou que, à época, 10,3 milhões de brasileiros estavam nessa situação. Em 2013, 7,2 milhões viviam sem ter o que comer todos os dias.

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