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Brasil rebate EUA e nega falhas no combate ao PCC e ao Comando Vermelho

Brasil destacou a Lei Antifacção e operações federais como medidas contra o crime organizado

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Justiça do Brasil rebateu críticas dos EUA sobre falhas no combate ao PCC e Comando Vermelho.
  • Donald Trump classificou o Brasil como um centro do fluxo global de cocaína, mas o país não foi incluído na lista de grandes produtores de drogas.
  • O Brasil destacou a Lei Antifacção e operações federais como medidas contra o crime organizado.
  • Há cooperação entre Brasil e EUA, com propostas de medidas conjuntas para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

President Donald J. Trump and First Lady Melania Trump work the rope line at the Congressional Picnic on the South Lawn, Tuesday, May 19, 2026. (Official White House Photo by Daniel Torok)
Trump afirmou que o governo brasileiro falhou no enfrentamento a facções Daniel Torok/Official White House Photo - 19.05.2026

O Ministério da Justiça e Segurança Pública rebateu nesta quarta-feira (16) as críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil sobre o combate ao crime organizado. Em documento enviado ao Congresso americano, o presidente Donald Trump afirmou que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho) e defendeu medidas mais agressivas contra as duas facções.

Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que o governo brasileiro “refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional”.


O documento americano afirma que as duas facções transformaram o Brasil em um centro do fluxo global de cocaína e que os grupos representam uma ameaça à segurança internacional. PCC e CV foram classificados recentemente pelo governo dos EUA como organizações terroristas.

Apesar das críticas, o Brasil não foi incluído na relação de 23 países que os Estados Unidos classificaram formalmente como grandes produtores ou principais rotas de trânsito de drogas para o ano fiscal de 2027. Segundo a pasta, a menção ao país aparece na parte narrativa do documento e não corresponde à categoria jurídica de descumprimento prevista na legislação americana.


Governo cita ações contra facções

Na resposta, o Ministério da Justiça afirmou que as críticas dos EUA desconsideram medidas adotadas pelo governo brasileiro contra o crime organizado.

A pasta citou a Lei Antifacção, sancionada em março deste ano, que prevê penas mais severas para líderes de facções e mecanismos para atingir financeiramente as organizações criminosas.


O ministério também relatou que forças federais realizaram dezenas de milhares de operações de combate ao crime, com bilhões de reais em prejuízos para os criminosos.

Entre as ações citadas, está o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, com medidas voltadas ao combate financeiro às facções, ao fortalecimento do sistema prisional, à investigação de homicídios e ao enfrentamento do tráfico de armas.


Cooperação com os EUA

O governo brasileiro também destacou a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado transnacional.

Segundo o Ministério da Justiça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente, em 7 de maio, em Washington, uma proposta de medidas conjuntas para combater a lavagem de dinheiro, compartilhar inteligência e enfrentar o tráfico de armas.

De acordo com a pasta, o Brasil ainda aguarda uma possível resposta do governo americano.

O Ministério da Justiça afirmou que o combate ao crime organizado é uma prioridade do governo federal e que continuará sendo realizado por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional.

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