Brasil rebate EUA e nega falhas no combate ao PCC e ao Comando Vermelho
Brasil destacou a Lei Antifacção e operações federais como medidas contra o crime organizado
Brasília|Do R7
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública rebateu nesta quarta-feira (16) as críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil sobre o combate ao crime organizado. Em documento enviado ao Congresso americano, o presidente Donald Trump afirmou que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho) e defendeu medidas mais agressivas contra as duas facções.
Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que o governo brasileiro “refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional”.
O documento americano afirma que as duas facções transformaram o Brasil em um centro do fluxo global de cocaína e que os grupos representam uma ameaça à segurança internacional. PCC e CV foram classificados recentemente pelo governo dos EUA como organizações terroristas.
Apesar das críticas, o Brasil não foi incluído na relação de 23 países que os Estados Unidos classificaram formalmente como grandes produtores ou principais rotas de trânsito de drogas para o ano fiscal de 2027. Segundo a pasta, a menção ao país aparece na parte narrativa do documento e não corresponde à categoria jurídica de descumprimento prevista na legislação americana.
Governo cita ações contra facções
Na resposta, o Ministério da Justiça afirmou que as críticas dos EUA desconsideram medidas adotadas pelo governo brasileiro contra o crime organizado.
A pasta citou a Lei Antifacção, sancionada em março deste ano, que prevê penas mais severas para líderes de facções e mecanismos para atingir financeiramente as organizações criminosas.
O ministério também relatou que forças federais realizaram dezenas de milhares de operações de combate ao crime, com bilhões de reais em prejuízos para os criminosos.
Entre as ações citadas, está o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, com medidas voltadas ao combate financeiro às facções, ao fortalecimento do sistema prisional, à investigação de homicídios e ao enfrentamento do tráfico de armas.
Cooperação com os EUA
O governo brasileiro também destacou a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado transnacional.
Segundo o Ministério da Justiça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente, em 7 de maio, em Washington, uma proposta de medidas conjuntas para combater a lavagem de dinheiro, compartilhar inteligência e enfrentar o tráfico de armas.
De acordo com a pasta, o Brasil ainda aguarda uma possível resposta do governo americano.
O Ministério da Justiça afirmou que o combate ao crime organizado é uma prioridade do governo federal e que continuará sendo realizado por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional.
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