Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

PT aciona PGR contra Flávio após carta de Marco Rubio

Representação pede apuração sobre crimes contra a soberania nacional, corrupção passiva e violação de sigilo funcional

Brasília|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • PT apresentou representação criminal contra Flávio Bolsonaro à PGR, baseada em carta de Marco Rubio.
  • A investigação busca apurar crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e contra a soberania nacional.
  • Documento sugere que Flávio prometeu compartilhar informações sigilosas em troca de apoio eleitoral dos EUA.
  • Pedido inclui abertura de inquérito e análise de comunicações entre Flávio e autoridades estrangeiras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo o PT, o conteúdo da carta indica que Flávio manteve tratativas diretas com o governo dos EUA Geraldo Magela/Agência Senado - 28.04.2026

O PT apresentou nesta terça-feira (30), uma representação criminal contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os documentos foram encaminhados à PGR (Procuradoria-Geral da República), e pedem que o MPF (Ministério Público Federal) investigue se Flávio cometeu os crimes de corrupção passiva, crimes contra a soberania nacional e violação de sigilo funcional.

A representação tem como base uma carta enviada a Flávio pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O PT destaca trecho do texto em que Rubio agradece o senador do PL por colocar uma equipe de transição “à disposição” dos EUA caso eleito em 2026 e o elogia por seu “apoio” à decisão do governo Trump de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.


Leia Mais

As investigações teriam o objetivo de averiguar se o parlamentar solicitou “auxílio indevido em sua campanha eleitoral ou qualquer outra vantagem indevida, em troca da promessa de compartilhar dados sensíveis obtidos pelo processo de transição.”

Segundo o PT, o conteúdo da carta de Rubio indica que Flávio manteve tratativas diretas com o governo norte-americano em temas de interesse do Estado brasileiro, o que configuraria afronta à soberania nacional.


“O conteúdo expõe, com clareza, que houve tratativa direta entre um parlamentar brasileiro e potência estrangeira, na qual o agente público nacional parece ter oferecido, como contrapartida ou gesto de aproximação e auxílio em campanha eleitoral por Estado estrangeiro, dados e informações tratadas como sigilosas pelo Estado brasileiro”, diz o documento, que considerou que o senador “afirmou-se certo de sua vitória no pleito presidencial de 2026”.

O Partido dos Trabalhadores argumenta que integrantes de uma equipe de transição têm acesso a informações estratégicas da administração federal e que esses dados não poderiam ser objeto de negociação com outro país.


“Vale destacar que em diversas oportunidades o Representado manifestou o interesse em obter auxílio de representantes estrangeiros em sua eleição”, afirma.

Além da abertura de inquérito policial, o documento protocolado pede que seja requisitados o inteiro teor da carta firmada por Marco Rubio, do ofício remetido por Flávio Bolsonaro e de eventuais demais comunicações mantidas entre o senador e autoridades estrangeiras.


Também requer apuração sobre se, em razão do cargo de senador, ele teve acesso a informações classificadas como sigilosas e se “tais informações foram, ou seriam”, compartilhadas com governo estrangeiro.

No início do mês, Flávio disse ter enviado a Rubio uma carta pedindo que os EUA desistissem de impor novas tarifas a produtos brasileiros. A missiva do secretário de Estado americano, datada de 23 de junho, reitera o tarifaço e inclui um agradecimento à agenda cumprida por Flávio Bolsonaro em Washington no fim do mês de maio.

Em 16 de junho, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, por coação no curso do processo. De forma unânime, os ministros avaliaram que o ex-deputado atuou para estimular sanções dos EUA, onde mora, contra autoridades brasileiras para criar um ambiente de pressão e intimidação sobre os integrantes da Corte.

Segundo a acusação, feita pela PGR, o objetivo era interferir no julgamento da trama golpista, que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e dificultar sua responsabilização. Foram citadas a articulação para suspensão de vistos de integrantes do Supremo pelos Estados Unidos, a defesa da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e o apoio a medidas tarifárias contra o Brasil.

Ele foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. A Defensoria Pública da União, que faz sua defesa após ele não apontar advogado, ainda pode recorrer.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.