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PT tem disputa interna por mais cargos na transição de governo

Nos bastidores, petistas comentam que há um incômodo de setores do partido com a composição da equipe de Alckmin

Brasília|Do R7


Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e aliados
Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e aliados

Nos bastidores da transição do governo federal, petistas estão se queixando da falta de espaço do partido na equipe. "O PT vai sempre disputar espaços internos, porque senão a 'direitona' do centrão vai querer dominar", disse uma pessoa do grupo. "Isso deve ocorrer até a definição dos ministros, que vai ser no início de dezembro", completou.

Outro membro do PT disse ao R7 que "há um debate interno pela ocupação dos espaços", mas que o clima é "de absoluta normalidade" na legenda. Atendendo a reclamações, "o número de grupos temáticos já foi ampliado de 28 para 31", informou a fonte.

Sob a coordenação de Geraldo Alckmin (PSB), a equipe conta com 12 partidos além do PT. São eles: Agir, Avante, MDB, PCdoB, PDT, Pros, PSB, PSD, PSOL, PV, Rede e Solidariedade.

Os grupos foram divididos nas seguintes áreas temáticas: agricultura, pecuária e abastecimento; assistência social; centro de governo; cidades; ciência, tecnologia e inovação; comunicações; cultura; defesa; desenvolvimento agrário; desenvolvimento regional; direitos humanos; economia; educação; esporte; igualdade racial; indústria, comércio e serviços; infraestrutura; inteligência estratégica; justiça e segurança pública; meio ambiente; minas e energia; mulheres; pesca; planejamento, orçamento e gestão; povos originários; Previdência Social; relações exteriores; saúde; trabalho; transparência, integridade e controle; e turismo.

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O governo eleito tem direito a 50 cargos comissionados para levantar informações e preparar os primeiros atos da próxima gestão. O número de voluntários é ilimitado.

O período de transição, regulamentado pela lei 10.609/2002 e pelo decreto 7.221/2010, objetiva dar condições para que o candidato eleito possa receber de seu antecessor todos os dados e informações necessários à implementação do programa do novo governo.

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Os membros da equipe de transição devem ter acesso às várias informações relacionadas às contas públicas, aos programas e aos projetos.

O grupo é supervisionado por Geraldo Alckmin, a quem compete requisitar as informações dos órgãos e das entidades da administração pública federal. Geralmente, o coordenador da equipe de transição é nomeado ministro posteriormente. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, negou nessa quinta-feira (10) que o vice se tornará titular de alguma pasta.

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Em 2018, quando o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), ganhou as eleições, ele havia nomeado Onyx Lorenzoni (PL) para assumir a função. Após a posse presidencial, o aliado se tornou ministro-chefe da Casa Civil.

Na transição do governo Bolsonaro para o mandato de Lula, compete à Casa Civil, chefiada atualmente por Ciro Nogueira (PP), disponibilizar aos membros da equipe de transição local a infraestrutura e o apoio administrativo necessários ao desempenho das atividades.

As instalações do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília foram o palco de trabalho da equipe de transição do ex-presidente Michel Temer (MDB) para Bolsonaro, em 2018, e funcionam como espaço para a transição para o governo Lula neste ano. O espaço fica a cerca de 4 quilômetros do Palácio do Planalto e a 8 quilômetros do Congresso Nacional e da Esplanada dos Ministérios.

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Confira a lista dos nomes já anunciados para a equipe de transição:

COORDENAÇÃO

Coordenação-geral: Geraldo Alckmin

Coordenação-executiva: Floriano Pesaro

Coordenação de Articulação Política: Gleisi Hoffmann

Coordenação dos Grupos Técnicos: Aloizio Mercadante

Coordenação de Organização da Posse: Janja da Silva

CONSELHO POLÍTICO

Antônio Brito (BA), deputado federal pelo PSD

Carlos Siqueira, presidente do PSB

Daniel Tourinho, presidente do Agir

Eliziane Gama (MA), senadora pelo Cidadania

Felipe Espirito Santo, integrante da direção do Pros

Guilherme Ítalo, integrante da direção do Avante

Jader Barbalho (PA), senador pelo MDB

Jefferson Coriteac, vice-presidente do Solidariedade

José Luiz Penna, presidente do PV

Juliano Medeiros, presidente do PSOL

Luciana Santos, presidente do PCdoB

Renan Calheiros (AL), senador pelo MDB

Wesley Diógenes, porta-voz da Rede

Wolney Queiroz (PE), deputado federal do PDT

ASSISTÊNCIA SOCIAL

André Quintão

Márcia Lopes

Simone Tebet

Tereza Campello

COMUNICAÇÕES

Alessandra Orofino

César Alvarez

Jorge Bittar

Paulo Bernardo

DIREITOS HUMANOS

Emídio de Souza

Luiz Alberto Melchetti

Janaína Barbosa de Oliveira

Maria do Rosário

Maria Victoria Benevides

Silvio Almeida

Rubens Linhares Mendonça Lopes

ECONOMIA

André Lara Resende

Guilherme Mello

Nelson Barbosa

Persio Arida

IGUALDADE RACIAL

Douglas Belchior

Givânia Maria Silva

Ieda Leal

Martvs das Chagas

Nilma Lino Gomes

Preta Ferreira

Thiago Tobias

INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS

Germano Rigotto

Jackson Schneider

Marcelo Ramos

Rafael Lucchesi

SUBGRUPO ESPECÍFICO PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

André Ceciliano

Paulo Feldman

Paulo Okamoto

Tatiana Conceição Valente

MULHERES

Anielle Franco

Aparecida Gonçalves

Eleonora Menicucci

Maria Helena Guarezi

Roberta Eugênio

Roseli Faria

PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO

Antonio Corrêa de Lacerda

Enio Verri

Esther Duek

Guido Mantega

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