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Raquel Lyra vai à Justiça e cobra de João Campos nomes por trás de ‘milícia digital’

Governadora de Pernambuco pede que prefeito de Recife identifique pessoas que estariam por trás de suposto ‘gabinete do ódio’

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Raquel Lyra, governadora de Pernambuco, acionou a Justiça contra o prefeito do Recife, João Campos, por declarações sobre uma "milícia digital".
  • João Campos afirmou em vídeo que há um "gabinete do ódio" atacando ele e seus aliados, mencionando uma estrutura coordenada pelo governo estadual.
  • A governadora pede que o prefeito identifique quem está por trás dessas acusações, alegando que ele fez acusações graves sem nomear responsáveis.
  • O caso tramita na 16ª Vara Criminal da Capital, sem pedido de liminar, e pode resultar em medidas judiciais futuras, incluindo queixa-crime.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Raquel questiona acusações feitas por João Campos Geraldo Magela/Agência Senado - 13.11.2025

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), acionou a Justiça para pedir explicações ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), sobre declarações feitas por ele em um vídeo publicado nas redes sociais. O pedido de esclarecimentos na Justiça foi protocolado na quinta-feira (27) na 16ª Vara Criminal da Capital, no Recife, e questiona a quem o prefeito se referiu ao acusar “quem senta na cadeira para governar Pernambuco” de coordenar uma “milícia digital”.

No documento, a defesa de Raquel afirma que João Campos publicou o vídeo em seu perfil verificado no Instagram, que possui mais de 3 milhões de seguidores, em 26 de agosto. Segundo a governadora, o prefeito mencionou por três vezes a expressão “gabinete do ódio”, além de falar em “milícia digital” e “rede do ódio”.


Na gravação, João Campos afirma que há mais de um ano denuncia a existência de um suposto “gabinete do ódio” que teria atacado ele, aliados, familiares e a esposa. Em seguida, ao comentar uma reportagem da imprensa nacional, diz que a matéria teria “revelado e comprovado” a existência da estrutura.

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“E o que é mais grave é que um próprio servidor relata que as decisões são tomadas dentro do palácio do governo”, afirmou João Campos no vídeo, segundo a transcrição apresentada no processo.


Na sequência, o prefeito declarou que a situação seria criminosa e afirmou que “quem senta na cadeira para governar Pernambuco” não poderia estar coordenando uma “milícia digital” ou criando uma “rede do ódio”.

É justamente essa afirmação que motivou a interpelação apresentada por Raquel. A governadora sustenta que João Campos fez uma acusação grave sem identificar nominalmente quem estaria por trás da suposta estrutura.


Segundo a petição, o termo “milícia” faria referência a grupos organizados que atuam à margem da lei e, por isso, a declaração ultrapassaria uma crítica política. A defesa afirma que o prefeito teria atribuído à administração estadual a liderança de uma estrutura clandestina voltada à prática de atos ilícitos.

O que Raquel quer saber

Com base no artigo 144 do Código Penal, que permite a quem se considera ofendido por uma declaração pedir explicações em juízo, Raquel pede que João Campos seja notificado para prestar esclarecimentos por escrito.


A governadora quer que o prefeito identifique e nomeie, de forma precisa e individualizada, quem são as pessoas às quais se referiu ao falar em “quem senta na cadeira para governar Pernambuco” e em pessoas que atuariam “dentro do Palácio do Governo” na coordenação de uma “milícia digital” e na criação de uma “rede do ódio”.

A ação foi registrada como “Notificação para Explicações”, tem valor de causa de R$ 1 mil e tramita publicamente na 16ª Vara Criminal da Capital. Não houve pedido de liminar ou antecipação de tutela.

A petição também afirma que João Campos tem o dever de “nominar a pessoa a quem acusa e se responsabilizar pelos seus atos”. Caso as explicações sejam prestadas, elas poderão servir de base para eventual medida judicial posterior, conforme a própria defesa de Raquel aponta no documento. A procuração anexada ao processo autoriza os advogados da governadora, inclusive, a apresentar eventual queixa-crime.

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