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Rota bioceânica será bem-sucedida, mas trará desafios para polícias locais, diz Lewandowski

Projeto deve ser discutido em reunião com líderes de Justiça dos países do Mercosul no dia 30

Brasília|Beatriz Oliveira*, do R7, em Brasília

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Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, comentou sobre a rota bioceânica nesta quinta-feira (22) Reprodução/RECORD

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comentou sobre a rota bioceânica nesta quinta-feira (22) e afirmou que o projeto terá sucesso, mas deve trazer desafios para a área de segurança pública.

“Eu acho que será um avanço extraordinário para a economia da região, mas também trará desafios importantes para as polícias locais”, afirmou em entrevista durante um evento da Interpol com chefes de segurança pública da América do Sul.

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Para Lewandowski, apesar de trazer economias de escala “extraordinárias”, a rota deve criar o desafio da instalação dos órgãos competentes e da cooperação entre eles e as autoridades dos países vizinhos.

“Vamos ter que construir delegacias da Polícia Federal e da Receita Federal e, também, a própria Polícia Rodoviária Federal deverá estar integrada nesses esforços, juntamente com a contrapartida das forças policiais dos países vizinhos”, disse.

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O ministro apontou que o tema deve ser debatido na reunião da próxima sexta-feira (30), na Argentina. O encontro deve reunir as autoridades da Justiça dos países do Mercosul para falar sobre ações de combate ao crime organizado.

Construção da bioceânica

No dia 23 de abril, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a principal parte da obra — a ponte que liga o município de Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai — deve ser entregue em 2026.

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A Bioceânica de Capricórnio é uma rodovia que parte do Brasil e passa pelo Paraguai e Chile, além de conectar o Oceano Atlântico ao Pacífico. O objetivo da rota é simplificar o trânsito de mercadorias e ampliar a competitividade dos países, além de beneficiar o comércio entre o Brasil e a Ásia.

Segundo Tebet, as vias terão mais de dois mil quilômetros, que serão construídos com apoio do orçamento do Novo PAC. O projeto vai conectar os portos de Santos, Paranaguá e Itajaí aos portos chilenos de Iquique, Mejillones e Antofagasta.

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O presidente do Chile, Gabriel Boric, afirmou que dá prioridade à finalização do projeto e avaliou que o tempo de trânsito pode ser reduzido em 12 dias, o que seria benéfico para o comércio.

*Sob supervisão de Bruna Lima

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