Não preciso fazer esforço para Trump saber que sou melhor do que Bolsonaro, afirma Lula
Em entrevista ao The Washington Post, petista também disse que nunca pediria para norte-americano não gostar do ex-presidente
Brasília|Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília
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Na primeira entrevista a um veículo de comunicação após a reunião com Donald Trump, nos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a relação do líder norte-americano com Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o petista afirmou que não tenta atrapalhar a conexão entre os dois políticos de direita.
Ao jornal norte-americano The Washington Post, Lula disse ver a construção de relações fortes como uma forma de neutralizar “falsidades” sobre o Brasil. “Eu nunca pediria ao Trump para não gostar do [Jair] Bolsonaro. Isso é um problema dele. Não preciso fazer qualquer esforço para que ele saiba que sou melhor que o Bolsonaro. Ele já sabe disso”, comentou o petista.
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A matéria que resultou da entrevista de Lula à jornalista Marina Dias, publicada neste domingo (17), aborda temas como: as visões divergentes do petista e de Trump; as intervenções dos Estados Unidos em outros países; o encontro entre os dois presidentes na Casa Branca, no início deste mês; e o contexto político atual no Brasil.
O texto menciona, ainda, que as medidas focadas no alívio da pressão econômica sobre a população — como o Desenrola 2.0 e o fim da “taxa das blusinhas” — e as acusações sobre Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, ter pedido milhões de dólares ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Master, devem ajudar Lula na pré-campanha eleitoral.
O The Washington Post relembrou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, também filho do ex-presidente do PL, mudou-se para os Estados Unidos no ano passado, para “convencer Trump de que o pai dele era perseguido politicamente”.
Intervenções dos EUA na América Latina
A matéria destaca, ainda, que Trump e Lula se conheceram de maneira rápida, na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro último, dias após a condenação de Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) pela trama golpista. Desde então, o petista e o lider norte-americano se encontraram mais duas vezes e conversaram por telefone em quatro ocasiões.
Trump demonstrou apreço por Lula, chamou-o de “dinâmico” e “esperto”, bem como aliviou as taxas impostas pelos Estados Unidos por meio do “tarifaço” e suspendeu sanções impostas ao Brasil à época.
Agora, contudo, após ataques militares a navios no Caribe e no Leste do Pacífico, a captura do presidente Nicolás Maduro na Venezuela e uma possível nova ação contra Cuba, as preocupações sobre uma eventual intervenção dos Estados Unidos na América Latina voltaram a surgir.
O jornal norte-americano também detalhou que Trump pressionou a região com a classificação de grupos criminosos locais como “organizações terroristas estrangeiras”, o que poderia abrir espaço para ações militares dos EUA, e que Flávio Bolsonaro, assim como aliados, pediram medidas com o Brasil em consideração.
No entanto, Lula comentou que esse tipo de ação apenas não é capaz de acabar com o tráfico de drogas e que “os Estados Unidos não farão isso com o Brasil”.
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