Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

STF vai decidir sobre norma que flexibilizou regras para obter a CNH no país; entenda

Corte analisará ação de entidade que alega prejuízos ao aprendizado de motoristas e enfraquecimento da fiscalização

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CNC acionou o STF para contestar a Resolução 1.020/2025 do Contran, que flexibilizou regras para obtenção e renovação da CNH.
  • A resolução permite cursos teóricos a distância e instrutores autônomos sem credenciamento estadual.
  • A CNC argumenta que as mudanças fragilizam a fiscalização e podem aumentar acidentes e custos para o sistema de saúde.
  • A confederação alega que o Contran extrapolou seu poder, afetando o pacto federativo e impactando negativamente as autoescolas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para a CNC, o afrouxamento das regras pode aumentar a ocorrência de acidentes e mortes Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar trechos de uma resolução que flexibilizou as regras para a obtenção e renovação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) no Brasil. A ação está sob relatoria do ministro André Mendonça.

O alvo da contestação é a Resolução 1.020/2025, editada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito). A norma reduziu exigências para a formação de novos motoristas, ampliou a oferta de cursos teóricos na modalidade a distância e permitiu que instrutores autônomos atuem sem o modelo tradicional de credenciamento junto aos órgãos estaduais de trânsito.


Leia Mais

Para a CNC, as medidas fragilizam o processo de aprendizado e enfraquecem os mecanismos de fiscalização previstos pelo Código de Trânsito Brasileiro.

A entidade alerta que o afrouxamento das regras pode resultar no aumento de acidentes, feridos e mortes nas estradas e cidades, gerando reflexos diretos e custos elevados para o sistema público de saúde.


Na petição enviada à Suprema Corte, a confederação argumenta ainda que o Contran extrapolou seu poder regulamentar ao alterar pontos que deveriam ser disciplinados por lei, invadindo a competência dos estados e violando o pacto federativo.

Um dos pontos mais criticados pela entidade é a inclusão automática de instrutores no aplicativo CNH Digital, sem a participação dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito). Segundo a CNC, essa mudança esvazia o poder de fiscalização exercido localmente pelas autarquias.


Além dos riscos à segurança viária, a ação aponta um potencial impacto econômico no setor, afirmando que a nova regulamentação compromete a atividade das autoescolas e prejudica, especialmente, as empresas localizadas em municípios de menor porte.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.