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STJ dá 15 dias para Romeu Zema responder à ação de calúnia contra Gilmar Mendes

Após a resposta, a Corte vai avaliar se há indícios para tornar o ex-governador réu; caso tramita sob segredo de justiça

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STJ deu um prazo de 15 dias para Romeu Zema responder a uma queixa-crime por calúnia e difamação feita por Gilmar Mendes.
  • A defesa de Zema poderá argumentar sobre liberdade de expressão e o contexto político das críticas.
  • A PGR considera que Zema acusou Gilmar Mendes de corrupção passiva em uma publicação nas redes sociais.
  • Zema se defende chamando suas críticas de "sátira" e afirma que não irá recuar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Denúncia ocorre após Zema ter publicado um vídeo que retratava Mendes e Toffoli como fantoches Marcelo Camargo/Agência Brasil

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) estipulou um prazo de 15 dias para que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), se manifeste em uma queixa-crime por calúnia e difamação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Com a abertura do prazo, a defesa de Romeu Zema terá a oportunidade de justificar o contexto das falas, argumentando, possivelmente, o direito à liberdade de expressão e a imunidade formal ou o foco político das críticas.


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Após a resposta de Zema, o relator da matéria no STJ analisará se há elementos suficientes para receber a denúncia e transformar o governador em réu, ou se o caso deve ser arquivado. O caso tramita sob segredo de justiça.

Em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o político mineiro. De acordo com o documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, a publicação nas redes sociais feita por Zema configura uma acusação concreta contra Gilmar, dando a entender que ele teria usado o seu cargo de forma corrupta, o que equivale acusá-lo de corrupção passiva.


‘Não vou recuar um milímetro’

A denúncia ocorre após Zema ter publicado um vídeo com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli relacionado ao escândalo do Banco Master. No vídeo, os magistrados são retratados como fantoches.

Após Gilmar pedir a inclusão do episódio no inquérito das fake news, que é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, foi solicitada a manifestação da PGR.


O ex-governador se manifestou sobre o assunto, chamando as críticas de “sátira” e afirmou que não vai recuar.

“Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Se estão incomodados com uma sátira, deve ser que a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro”, comentou.

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