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STJ suspende penduricalhos de ministro afastado por denúncia de assédio

Medida contra Marco Buzzi ocorre um dia após o CNJ aprovar o contracheque único para endurecer o controle sobre verbas extras

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STJ suspendeu os benefícios extras do ministro Marco Buzzi, afastado por denúncias de assédio.
  • Buzzi agora recebe apenas o salário básico, sem gratificações ou bônus adicionais.
  • O CNJ aprovou uma resolução para criar um contracheque único, visando maior transparência remuneratória na magistratura.
  • Os processos de Buzzi estão sendo redistribuídos para outros magistrados enquanto ele está afastado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Buzzi vai deixar de receber gratificações e bônus, passando a ganhar apenas o subsídio básico Gustavo Lima/STJ - Arquivo

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu suspender os benefícios extras, os chamados “penduricalhos”, do salário do ministro Marco Buzzi, afastado por denúncias de assédio.

Com a decisão, Buzzi deixa de receber gratificações e bônus adicionais, passando a ganhar apenas o salário básico do cargo.


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Em nota, o STJ informou que os vencimentos de todos os seus magistrados — inclusive adicionais — estão sendo pagos conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Quanto aos valores pagos ao Min. Marco Buzzi, sua Excelência segue recebendo apenas as verbas remuneratórias previstas em Lei, à luz da sua situação específica”, disse a Corte.


Transparência

O movimento ocorre um dia após o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovar, por unanimidade, uma resolução que cria o contracheque único para toda a magistratura brasileira.

A medida estabelece a uniformização nacional das regras de transparência remuneratória no Poder Judiciário e busca reforçar o controle sobre pagamentos adicionais e gratificações concedidos pelos tribunais.


Com isso, fica proibida a prática de pagamentos fragmentados em folhas suplementares ou em múltiplos contracheques.

Garantia legal

A suspensão segue as normas internas do Judiciário, que determinam que certas verbas e prêmios de produtividade só devem ser pagos a quem está trabalhando no dia a dia.


Como o ministro foi afastado por conta das investigações, o tribunal aplicou a regra que corta essas vantagens temporárias de quem não está em atividade.

Apesar do corte desses extras, o ministro continua recebendo o salário-base garantido por lei enquanto o caso é investigado.

Para que o tribunal não fique sobrecarregado e os julgamentos não parem, os processos que estavam com Buzzi estão sendo redistribuídos para outros magistrados até que a situação seja totalmente esclarecida.

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