STJ suspende penduricalhos de ministro afastado por denúncia de assédio
Medida contra Marco Buzzi ocorre um dia após o CNJ aprovar o contracheque único para endurecer o controle sobre verbas extras
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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu suspender os benefícios extras, os chamados “penduricalhos”, do salário do ministro Marco Buzzi, afastado por denúncias de assédio.
Com a decisão, Buzzi deixa de receber gratificações e bônus adicionais, passando a ganhar apenas o salário básico do cargo.
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Em nota, o STJ informou que os vencimentos de todos os seus magistrados — inclusive adicionais — estão sendo pagos conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
“Quanto aos valores pagos ao Min. Marco Buzzi, sua Excelência segue recebendo apenas as verbas remuneratórias previstas em Lei, à luz da sua situação específica”, disse a Corte.
Transparência
O movimento ocorre um dia após o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovar, por unanimidade, uma resolução que cria o contracheque único para toda a magistratura brasileira.
A medida estabelece a uniformização nacional das regras de transparência remuneratória no Poder Judiciário e busca reforçar o controle sobre pagamentos adicionais e gratificações concedidos pelos tribunais.
Com isso, fica proibida a prática de pagamentos fragmentados em folhas suplementares ou em múltiplos contracheques.
Garantia legal
A suspensão segue as normas internas do Judiciário, que determinam que certas verbas e prêmios de produtividade só devem ser pagos a quem está trabalhando no dia a dia.
Como o ministro foi afastado por conta das investigações, o tribunal aplicou a regra que corta essas vantagens temporárias de quem não está em atividade.
Apesar do corte desses extras, o ministro continua recebendo o salário-base garantido por lei enquanto o caso é investigado.
Para que o tribunal não fique sobrecarregado e os julgamentos não parem, os processos que estavam com Buzzi estão sendo redistribuídos para outros magistrados até que a situação seja totalmente esclarecida.
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