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Tarcísio promete indulto a Bolsonaro como primeiro ato se for eleito presidente

Governador de São Paulo, porém, negou a intenção de se candidatar à Presidência

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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O governador de SP voltou a cobrar a votação do PL da anistia na Câmara LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO - 26/08/2025

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que sua primeira ação se vier a ser presidente da República será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem é aliado e ex-ministro de Estado.

Na ocasião, ele foi questionado se concederia o indulto em entrevista a um jornal local do ABC Paulista, publicada na sexta-feira (29). “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, afirmou o governador.

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Ele voltou a negar, porém, a intenção de se candidatar à Presidência em 2026. “Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís”, prosseguiu.

Tarcísio também disse que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro, que começa a ser julgado por tentativa de golpe de Estado na terça-feira (2) pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

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“Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas, infelizmente hoje, eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, disse.

O governador ainda defendeu a anistia aos condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023 e a “prerrogativa” do Congresso em construir uma “solução política”.

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“A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução (anistia) não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil”, declarou.

O governador aproveitou para cobrar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que paute a anistia, mas não citou Motta nominalmente.

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“Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder”. O projeto tramita na Câmara desde 2023, mas sem indicativo de ser pautado.

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