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Daniel Vorcaro faz exames em hospital particular de Brasília

André Mendonça autorizou que empresário saísse temporariamente da prisão para passar por avaliação clínica

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Daniel Vorcaro, empresário e dono do Banco Master, fez exames médicos em hospital particular de Brasília.
  • Ele recebeu autorização do ministro do STF, André Mendonça, para deixar a prisão temporariamente.
  • Vorcaro está preso desde março, investigado por irregularidades financeiras e organização criminosa.
  • Possibilidade de acordo de delação premiada está em andamento, podendo ser efetivada em maio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Não foram revelados os motivos pelos quais Daniel Vorcaro passou por exames Reprodução/X

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi a um hospital particular de Brasília na tarde desta quinta-feira (23) para fazer exames médicos. Ele chegou ao local por volta de 13h30 e deixou o hospital aproximadamente às 14h20.

Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 19 de março e foi escoltado até o hospital por uma equipe da corporação.


Ele recebeu autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça para deixar a prisão e fazer os exames. A decisão do magistrado é sigilosa e não foi divulgada por questões de segurança. Por isso, não foram revelados detalhes sobre a necessidade de Vorcaro ser submetido a exames médicos.

O empresário foi preso em São Paulo no início de março e levado à Penitenciária Federal de Brasília. Depois, transferido para a PF diante da possibilidade de firmar um acordo de delação premiada. Vorcaro é alvo de investigações relacionadas ao Banco Master.


Negociações para delação

Em março, o banqueiro deu início às negociações para o acordo. O primeiro passo foi a assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR (Procuradoria-Geral da República) para uma eventual colaboração. A tendência é de que a delação seja efetivada em maio.

Caso Vorcaro decida por esse caminho, ele terá de oferecer informações efetivas e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não basta apresentar relatos genéricos.


As investigações em torno do Master envolvem suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com autoridades públicas.

Riscos à investigação

Ao decretar a prisão, o ministro André Mendonça apontou o banqueiro como líder de uma organização criminosa e afirmou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e econômica, preservar a instrução criminal e assegurar a futura aplicação da lei penal.


Segundo o magistrado, as investigações sobre o Master indicam que o empresário tentou atrapalhar o trabalho de apuração da PF após sair da cadeia à época da primeira prisão dele, em novembro de 2025.

Entre os elementos citados na decisão está a suspeita de ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do investigado para fraudar credores, enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) teria sido acionado para cobrir um rombo estimado em quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.

A decisão também menciona indícios de que Vorcaro teria comandado um núcleo de intimidação e coerção, usado para monitorar, ameaçar e agredir desafetos, além de suspeitas de tentativa de corrupção de servidores do Banco Central em troca de informações privilegiadas e favorecimento em fiscalizações.

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