À RECORD, Zema aposta em virada e cita experiência de 2018: ‘Eu já assisti a esse filme’
Candidato do Novo comentou o desempenho nas pesquisas e afirmou que o cenário eleitoral ainda pode mudar
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, em entrevista ao Jornal da Record nesta quarta-feira (16), que já viveu um cenário semelhante ao atual durante a disputa pelo governo de Minas Gerais, em 2018.
Questionado sobre o motivo de sua candidatura ainda não ter decolado nas pesquisas, Zema afirmou que não se preocupa com o cenário atual e disse já ter passado por uma situação semelhante.
“Bom, eu já assisti a esse filme em 2018. Até os últimos dias, eu estava em terceiro e quarto lugar. Pesquisas apontam que cerca de 60% dos brasileiros estão pouco interessados em política. Estamos tendo até uma política atípica. As pessoas parecem descrentes. Tudo ainda parece estar para ser definido. Se eu tivesse dependido de pesquisas aquele ano, eu não teria sido eleito governador”, afirmou.
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Zema também foi questionado sobre a situação de Minas Gerais e sobre indicadores do estado que, segundo a pergunta, estariam abaixo da média nacional. O candidato defendeu sua gestão e afirmou que Minas apresentou avanços desde que assumiu o governo, em 2019.
“Está abaixo da média nacional para um estado que estava falido, quebrando e desacreditado quando eu assumi em 2019. Não é nenhuma deficiência mineira. O mineiro viu o avanço que nós tivemos. Era um estado que sequer fazia os repasses do ICMS e IPVA para as prefeituras, as prefeituras quebrando, 200, 400 mil funcionários com o nome sujo, porque foi descontando o empréstimo e não fez o pagamento aos bancos”, afirmou.
Zema acrescentou que, na avaliação dele, a situação atual do estado representa uma melhora significativa em relação ao cenário encontrado no início de seu mandato.
“Então, se nós analisarmos o inferno que estava Minas quando eu assumi e vermos hoje, tem avanços enormes, tanto que eu fui reeleito. Isso prova que o mineiro viu”, disse.
Fiscalização de barragens
Questionado sobre a fiscalização em Brumadinho e o acompanhamento das atividades das mineradoras, Zema citou as medidas adotadas durante sua gestão após o rompimento da barragem da Vale.
“Quando aconteceu a tragédia de Brumadinho, eu estava no primeiro mês como governador e falei que Minas Gerais não teria outra tragédia depois daquela de Brumadinho. E o esforço continua até hoje”, afirmou.
Segundo Zema, Minas Gerais tinha 54 barragens construídas pelo método a montante. Ele afirmou que 18 delas já foram desmontadas e que as regras de fiscalização e segurança foram reformuladas.
“As regras foram totalmente refeitas, com muito mais critério. Aprovamos a lei ‘Mar de Lama Nunca Mais’”, declarou.
Entrevistas com candidatos
Romeu Zema foi o segundo presidenciável entrevistado pelo Jornal da Record. Lula inaugurou a rodada de entrevistas na terça-feira (16).
Além de Lula e Zema, a programação desta semana também vai contar com Ronaldo Caiado (PSD), na quinta (17); e Flávio Bolsonaro (PL), na sexta (18). Na próxima semana, será a vez de Augusto Cury (Avante), no dia 19; a entrevista com Renan Santos (Missão) será no dia 22. Todas as entrevistas vão levar 30 minutos.
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