Aceleramos os novos Chevrolet Onix e Prisma
Compactos ganharam novos motores, direção elétrica, design global e mais conectividade
Carros|Diogo de Oliveira, do R7, em Gramado (RS)*

Foi um test drive atípico. Até quatro jornalistas por carro, mais de 300 km por dia. Se pesar o fato de ser um mero facelift, nem merecia tamanha jornada. Mas em que se considere todas as novidades, os novos Chevrolet Onix e Prisma são dignos de atenção. Ambos receberam importantes upgrades, tendo sido atualizados onde era necessário. Só faltou rebaixar um pouco a altura do assento do motorista, de posição muito elevada para o meu paladar automobilístico.
Por mais que alguns jornalistas não tenham notado com maior sensibilidade, a direção agora é elétrica, de respostas ligeiramente mais diretas. Talvez pudessem ter recebido melhor ajuste, uma vez que o volante não apresenta leveza similar à de outros rivais. Notável mesmo ficou o novo 1.4 flex Eco. A General Motors oportunamente o chama de nova geração, mas se trata do mesmo bloco anterior (quatro cilindros) com uma série de melhorias.

Por sinal, apesar de marqueteiro, o novo sobrenome é digno quando observado o consumo. Quase bateu os 14 km/l na estrada em determinados trechos. Do Inmetro, recebeu nota A. Ao volante, é nitidamente mais forte. Os 13,9 kgfm de torque o fazem render além do esperado (e mais que antes). Embora não seja dos mais modernos em território brasileiro, surpreende pela boa disposição. Na versão de topo LTZ, o câmbio automático de seis marchas o faz render com certa elegência. O motor só sobe os giros em demasia quando requisitado no acelerador. Há modo sequencial, mas parece existir para não ser utilizado. Além das trocas serem rápidas, a alternância é feita por botão na alavanca — não há paddle-shifts no volante.
Ergonomicamente, traz quase todos os ajustes necessários, mas perde a oportunidade de incluir profundidade no volante. Ao menos melhorou os puxadores das portas. No acabamento, segue se valendo da combinação entre design moderno e bom arremate, mesmo ostentando muitos plásticos para cifras (agora) tão elevadas. A combinação de dois tons no painel o faz parecer mais requintado do que é na prática.

Na parte tecnológica, chega para (novamente) se tornar referência com a central multimídia MyLink2. Esta incluí a tela "touch" de sete polegadas e, apesar de não oferecer GPS nativo, tem as plataformas Apple Carplay e Google Android Auto, capazes de transportar para o visor os ambientes e comandos vistos na tela do smartphone. Traz ainda o OnStar, serviço inédito nesta categoria de carros com perfil mais popular. Há rastreador, o que pode reduzir em até 25% o valor da apólice do seguro. Ao toque de um botão, faz ligações para uma central de atendimento e envia socorro imediato após colisões mais fortes.
Decepciona em equipamentos, mesmo vindo de fábrica muito completo. Passa a ter câmera de ré e sensores de obstáculos, mas não traz itens mais modernos de segurança, como airbags laterais e de cortina, controles de estabilidade e de tração e assistente de saída em rampas. Também não possui Isofix para cadeirinhas infantis e cinto de três pontos com apoio de cabeça para o terceiro ocupante do banco traseiro.

Em design, muda pouco, mas de forma convincente, o que deve lhe garantir mais uns bons anos de vida. Tem potencial para manter-se líder de vendas, em ambas as versões (hatch e sedã). No caso do Prisma, pode perder espaço dentro de casa para o Cobalt, já que encareceu como produto — e é razoavelmente menor em tamanho. Tentarão justificar as novas etiquetas na conectividade, combinando MyLink2 com OnStar. Além disso, passam a ter consumo bem melhor com a transformação dos motores.
No mercado, são ainda opção rara com câmbio automático de seis marchas, ao lado da linha Hyundai HB20. Os Nissan March e Versa usam transmissão do tipo CVT (continuamente variável), enquanto o Toyota Etios tem caixa limitada em quatro marchas. Fiat Palio e Grand Siena, e Volkswagen Gol e Voyage são automatizados, assim como os Renault Logan e Sandero. Já o Ford Ka, atual terceiro colocado nas vendas, só usa câmbio manual.

FICHAS TÉCNICAS
Chevrolet Onix LTZ 1.4 Automático
Motor: 1.4 litro, quatro cilindros, 8 válvulas, flex
Potência: 98 cv (G) e 106 cv (E) a 6.000 rpm
Torque: 13 kgfm (G) e 13,9 kgfm (E) a 4.800 rpm
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: assistência elétrica progressiva; tração dianteira
Suspensão: Independente McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira
Freios: discos ventilados na frente e tambores atrás
Pneus e rodas: 185/65 R15
Dimensões: 3,93 metros (comprimento), 1,70 m (largura), 1,47 m (altura) e 2,53 m (entre-eixos)
Porta-malas: 280 litros
Tanque de combustível: 54 litros
Principais equipamentos: ar-condicionado, travas e vidros elétricos nas quatro portas com acionamento por um toque, ABS com EBD, airbags frontais, chave tipo canivete, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15 diamantadas, monitoramento da pressão dos pneus, retrovisores elétricos, bancos revestidos com tecido de alto relevo, indicador de troca de marchas, computador de bordo, faróis com máscaras negras e assinatura em LED, sistema Follow Me Home (mantém faróis e lanternas acesos por alguns segundos para iluminar o caminho), ajuste de altura no volante e no banco do motorista, alarme, central MyLink2 com rádio, Bluetooth, entradas auxiliar e USB e quatro alto-falantes, serviço OnStar com modo SOS, rastreador, concierge e navegação (GPS)
Preço sugerido: R$ 59.790
Chevrolet Prisma LTZ 1.4 Automático
Motor: 1.4 litro, quatro cilindros, 8 válvulas, flex
Potência: 98 cv (G) e 106 cv (E) a 6.000 rpm
Torque: 13 kgfm (G) e 13,9 kgfm (E) a 4.800 rpm
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: assistência elétrica progressiva; tração dianteira
Suspensão: Independente McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira
Freios: discos ventilados na frente e tambores atrás
Pneus e rodas: 185/65 R15
Dimensões: 4,28 metros (comprimento), 1,70 m (largura), 1,48 m (altura), 2,53 m (entre-eixos)
Porta-malas: 500 litros
Tanque de combustível: 54 litros
Principais equipamentos: ar-condicionado, travas e vidros elétricos nas quatro portas com acionamento por um toque, ABS com EBD, airbags frontais, chave tipo canivete, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15 diamantadas, monitoramento da pressão dos pneus, retrovisores elétricos, bancos revestidos com tecido de alto relevo, indicador de troca de marchas, computador de bordo, faróis com máscaras negras e assinatura em LED, sistema Follow Me Home (mantém faróis e lanternas acesos por alguns segundos para iluminar o caminho), ajuste de altura no volante e no banco do motorista, alarme, central MyLink2 com rádio, Bluetooth, entradas auxiliar e USB e quatro alto-falantes, serviço OnStar com modo SOS, rastreador, concierge e navegação (GPS)
Preço sugerido: R$ 64.690
*O jornalista viajou a convite da General Motors do Brasil














