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Diferença no financiamento de carro popular pode chegar a R$ 6 mil. Veja simulação em seis bancos

Estudo da Proteste aponta que pesquisa nos bancos pode garantir economia generosa

Carros|Diogo de Oliveira, do R7

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Em setembro, outro estudo da Proteste apontou que manter carro popular pode custar até R$ 830 mensais
Em setembro, outro estudo da Proteste apontou que manter carro popular pode custar até R$ 830 mensais

Grande parte dos brasileiros recorre ao financiamento na hora de comprar seu carro novo por uma razão muito simples: a modalidade oferece planos com parcelas mensais cabem no orçamento. O que muitos não imaginam é que a variação entre um e outro banco pode chegar a R$ 6,1 mil.

Estudo elaborado pela Proteste — Associação Brasileira de Defesa do Consumidor mostra que um mesmo modelo pode custar bem mais caro dependendo do banco que o consumidor escolher. E mais: essa variação independe do preço do carro na loja e do valor de entrada pago no ato da compra.


Veja o exemplo: o cliente decide financiar um Volkswagen Gol 1.0 flex, com preço sugerido de R$ 31.500, em 24 meses. Na compra, paga R$ 18.900 de entrada. Se optar pelo HSBC, terá parcelas fixas de R$ 1.019,77. Caso escolha a Caixa Econômica, a prestação cai para R$ 909,79 mensais.

Essa variação — absurda, diga-se — é resultado do que a Proteste chama de CET (Custo Efetivo Total). Esta variável é calculada a partir da soma dos custos da operação, que inclui taxa de juros, tarifa de cadastro, registro de gravame, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outros.


Quer dizer, na hora de financiar um veículo o ideal é pesquisar quanto cada banco está cobrando pela mesma operação. No estudo, a Proteste levantou o valor das parcelas mensais de quatro carros populares nacionais financiados nos seis maiores bancos do País. Confira o resultado na tabela abaixo.

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Financiamento em concessionária também varia


Além dos bancos tradicionais, a Proteste verificou quanto ficaria o financiamento nas próprias concessionárias. E o resultado que mais impressionou foi a variação de valores de um bairro para outro. A pesquisa foi realizada em vários pontos do Rio de Janeiro (capital) e a maior variação chegou a R$ 106 na parcela.

Novamente o Gol 1.0 flex serve de exemplo. Em uma revenda Volkswagen na Barra da Tijuca, o hatch popular foi oferecido em 24 prestações de R$ 1.056, com a mesma entrada de R$ 18.900 (que equivale a 60% do valor do modelo). Em outra loja da marca em Bonsucesso, a parcela ficou em R$ 950.

Também nas concessionárias foi verificada uma variação nos preços sugeridos. Um Chevrolet Classic LS 1.0 flex foi anunciado por R$ 28.990 em Botafogo, enquanto na Barra da Tijuca o valor pedido foi de R$ 29.740. O curioso é que o financiamento ficou muito mais baixo na loja Barra, com mensais de R$ 888 contra R$ 930 em Botafogo.

A conclusão evidente é que o desconto dado leva o consumidor a pensar que está em vantagem. Porém, o CET cobrado na loja de Botafogo (no exemplo acima) correspondia a 29,90% do valor do sedã, enquanto na revenda da Barra da Tijuca o mesmo montante de taxas representou 19,88% do preço anunciado.

Resultado da pesquisa da Proteste: não se iluda com promoções ou anúncios que prometem taxa zero e afins. Somente na compra à vista se consegue o menor valor possível. Em qualquer outra condição sempre haverá sobrepreço, embutido no valor do veículo ou nas parcelas do financiamento. Até serviços como licenciamento, IPVA e seguro obrigatório podem "engordar" a conta. Vale dispensar o despachante e fazer por conta própria no Detran.

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